Aqui você pode dialogar e perguntar sobre diferentes situações das áreas de Recursos Humanos, Qualidade e Administração, diretamente com um Professor e Administrador com experiência profissional, que está aqui para ensinar e aprender com você. Seja bem vindo e volte sempre...se possível deixe seu comentário para que eu possa melhorar continuamente este trabalho e não hesites em retornar para ler as respostas que serão sempre postadas as suas perguntas.
A legislação trabalhista prevê
diversos tipos de intervalos de descanso para os empregados contratados em
regime de CLT. Nas empresas cabe ao Departamento Pessoal zelar e organizar para os períodos de descanso legais sejam observados.
O intervalo intrajornada, ou
seja, dentro dela de modo a interromper a sua execução, é fixado no Art. 71 da
CLT, que determina que em todo o trabalho contínuo que a duração supere a 6 horas,
é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação de no
mínimo 1 hora e que, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário,
não poderá superar a 2 horas. Esta exceção é normalmente aplicada a garçons, a motoristas
e cobradores de ônibus que precisam ter intervalos alongados e é prevista em
acordos ou convenções coletivas de trabalho.
Se a duração do trabalho não ultrapassar
a 6 horas, será, porém, obrigatório um
intervalo de 15 minutos quando a duração superar a 4 horas. Para durações de
trabalho igual ou inferior a 4 horas, portanto, não haverá intervalo.
Os intervalos de descanso não
serão computados na duração do trabalho, ou seja, não serão remunerados pela
empresa e nem inclusos no horário de trabalho do empregado.
Imagem emprego-e-educacao.hagah.com.br
Quando o intervalo para repouso e alimentação
não for concedido pela empresa, esta ficará obrigada a remunerar o período
correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% sobre o valor da remuneração
da hora normal de trabalho como hora extra.
Ainda assim, mesmo que a empresa
pague horas extras para os empregados não gozem de intervalos ou os gozem em
tempo inferior, ainda, assim, a empresa estará sujeita a uma multa
administrativa do Ministério do Trabalho pela infração legal. Além disto, o
direito ao intervalo é irrenunciável pelo empregado, pois, visa garantir um
descanso contra a fadiga física e para suprir as necessidades nutricionais do empregado, portanto,
é uma questão de saúde física.
O outro tipo de intervalo é o extra-jornadas,
ou seja, entre duas jornadas de trabalho, que é fixado pelo Art. 66 da CLT que regra
que entre 2 jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 horas
consecutivas para descanso.
Assim a cada dia de trabalho,
após a duração normal do mesmo, o empregado somente pode recomeçar uma nova jornada
depois de 11 horas seguidas, a inobservância disto além de gerar para a empresa
uma multa administrativa, segundo a jurisprudência gera horas extras a serem
pagas.
É uma infração comum de ser vista
em empresas com excesso de horas extras, bastante, freqüente em dias de
fechamentos financeiros, inventários de estoques, preparações para recebimento
de auditorias, picos de produção, etc.
Existe ainda o intervalo para o
Descanso Semanal Remunerado que é o dia de repouso em que o empregado descansa
e mesmo assim tem este dia pago pela empresa. Este intervalo é garantido pela
CLT em seu Art. 67 que determina que será assegurado a todo empregado um
descanso semanal de 24 horas consecutivas, o qual, salvo motivo de conveniência pública
ou necessidade imperiosa do serviço, deverá coincidir com o domingo, no todo ou
em parte.
Esta necessidade pública se
aplica a hospitais, transportes coletivos e outros. No Parágrafo único do mesmo
artigo, é fixado que nos serviços que exijam trabalho aos domingos, com exceção
quanto aos elencos teatrais, será estabelecida escala de revezamento,
mensalmente organizada e constando de quadro sujeito à fiscalização. Assim,
todos os empregados tem direito ao gozarem de folga ao menos um domingo por
mês.
A Lei nº 605/49 também fixa sobre
o repouso semanal dos empregados nesta mesma linha, a Lei nº 10.101/2000
permitiu a abertura do comércio em geral aos domingos, desde que observado a
legislação municipal, que, porém, pode apenas disciplinar, mas não proibir a
abertura do comércio aos domingos.
Permite ainda abertura do
comércio em feriados em geral desde que seja acordado em convenção coletiva do
trabalho, observada a lei municipal. A mesma lei garante também que a folga do
empregado do comércio coincida com um domingo a cada 3 semanas de trabalho.
Atualmente é muito comum a
abertura de lojas em shoppings centers e de supermercados, mas antes da Lei nº
10.101/2000, isto era incomum. Nos shoppings abriam apenas as praças de alimentação
e os supermercados ficavam fechados.
Temos ainda os intervalos especiais que não são para descanso e alimentação e por isto não abordamos nesta postagem, e estes tem fins específicos normalmente voltados a questões de proteção à saúde, como por exemplo os intervalos dos digitadores, das empregadas para amamentação, dos empregados de câmaras frias, et.
A carreira em Y nasceu da
necessidade de valorizar cargos pela sua efetiva contribuição para a empresa de
forma que não se precise ocupar uma função chefia para crescer
profissionalmente e salarialmente em empresas adeptas deste tipo de política de
remuneração e de carreira. A carreira em Y é assim chamada, por ser representada
pelo formato da letra Y no que se refere aos três caminhos constantes nesta
carreira: caminho administrativo/operacional, caminho gerencial e caminho
técnico, onde os caminhos são chamados de carreiras.
É um tipo de carreira que cria
espaço tanto para a valorização da carreira gerencial voltada às funções de
direção, gerência, coordenação, supervisão e chefia, como para a
valorização da carreira técnica voltada a às funções consultivas ou altamente especializadas,
ou seja, é uma forma de fazer com que a carreira gerencial corresponda à carreira
técnica em termos salariais e de importância e que possa haver ascensão
profissional tanto no desempenho de funções gerenciais como no desempenho de
funções especializadas.
Esta carreira evita, por exemplo,
com que uma empresa perca um excelente colaborador
(empregado na condição de parceiro), que não tenha perfil de liderança para
seguir na carreira gerencial ao permitir que ele possa crescer
profissionalmente e salarialmente na carreira técnica em mesmo grau da carreira
gerencial.
Sabe-se que a falta de
perspectivas de crescimento é um dos fatores que leva os profissionais a
abandonarem as empresas, assim, como também a má promoção de profissionais com
perfil apenas técnico para ocuparem cargos da carreira gerencial, caracteriza
um fracasso da promoção e uma perda de um excelente colaborador, seja por sua
demissão por iniciativa sua ou da empresa decorrente da má promoção, seja pela
sua permanência na empresa com baixa produtividade e desmotivação.
Imagem businessintelligencebrasil.com.br
Assim a carreira em Y iguala em
importância e em remuneração a carreira gerencial e a carreira técnica nos dois
eixos da letra Y, sendo que normalmente o eixo da esquerda da letra Y se
reserva a carreira gerencial e o eixo da direita da letra Y se destina a
carreira técnica, embora não obrigatóriamente.
Na base da comum de ambas as carreiras,
ou seja, na linha inicial e vertical da letra Y antes da divisão sua em dois
eixos, se situam conjuntamente as carreiras administrativa/operacional, onde se
faz a carreira básica dos colaboradores pertencentes ao grupo de cargos de suporte
administrativo e de operações e onde estes se igualam de acordo com a
importância e a remuneração de cada cargo.
Na medida em que o colaborador
avança em sua carreira a partir das suas competências ele vai crescendo
primeiramente na linha inicial e vertical da letra Y e quando chegar ao seu
topo, se tiver um perfil de liderança tende a crescer para o lado do eixo da
carreira gerencial, se a oposto, tiver um perfil técnico tende a crescer para o
lado do eixo da carreira técnica. Em ambos os casos terá idêntico crescimento salarial
e de importância de cargo na empresa, o que muda é apenas o perfil de ação
profissional, se mais voltado às funções de liderança de pessoas ou se mais
voltado à consulta, criação ou desenvolvimento de processos ou tecnologias.
Para o colaborador a carreira gerencial
gera ainda um crescimento hierárquico, ao passo que a carreira técnica gera um
crescimento especializado e carreira administrativa/operacional gera um
crescimento mais ligado ao suporte administrativo ou as ações operacionais.
É importante evitar cair-se na
confusão de não classificar cargos gerenciais da área técnica dentro da
carreira gerencial, transferindo os mesmos para a carreira técnica. A regra é
de que cargos gerenciais são todos os cargos de liderança, inclusive, os
ligados à área técnica. Os cargos técnicos ligados à carreira técnica são
apenas aqueles especializados e que não possuem funções de liderança e que
tenham alta diferenciação e importância técnica.
A carreira em Y é apropriada para
empresas voltadas ao desenvolvimento de altas tecnologias, empresas de
tecnologia da informação, consultorias, universidades, laboratórios e hospitais
de ponta, etc, mas tem sido usado também em empresas inovadoras em suas
políticas de RH e de remuneração, principalmente, naquelas que são adeptas da
Remuneração por Competências e Habilidades.
A inclusão de pessoas com
deficiência, as chamadas PCD, no mercado de trabalho, embora atualmente com uma
certa evolução se comparada às décadas passadas, ainda vem requerendo grandes
avanços no Brasil. Constantemente vemos que os próprios espaços, edificações e
vias públicas possuem barreiras arquitetônicas contra a acessibilidade das pessoas
com deficiência.
A inclusão, além de se tratar de
uma questão social, se trata de uma questão legal, uma vez que a Lei Previdenciária nº 8.213/91 em seu Artigo 93,
fixa que toda a empresa com 100 ou mais empregados está obrigada a preencher de
2% a 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou com pessoas com
deficiência, PCD, na seguinte proporção:
I - até 200
empregados...........................................................................................2%;
II - de 201 a
500......................................................................................................3%;
III - de 501 a
1.000..................................................................................................4%;
IV - de 1.001 em diante.
.........................................................................................5%.
O § 1º da mesma Lei, define que a
demissão sem justa causa ou por término de contrato de trabalhador reabilitado
ou de deficiente, somente poderá ocorrer após a contratação de trabalhador substituto
de condição semelhante, ou seja, PCD ou reabilitado.
É importante antes de avançarmos
na nossa discussão conceituarmos o que é um PCD e o que é um beneficiário reabilitado.
Um PCD é uma pessoa com deficiência,
que pode ser de nascença ou adquirida, neste segundo caso normalmente decorre de
doenças ou acidentes sofridos. O beneficiário reabilitado é todo o trabalhador
segurado da Previdência Social que tenha sido vítima de doença ou acidente, que
lhe levou à necessidade de ser reabilitado pela Previdência Social para o
trabalho mediante os Programas de Reabilitação Profissional do INSS que podem
incluir fisioterapias, tratamento médico, próteses, cursos de qualificação
profissional, etc.
Após recrutar e selecionar uma
PCD deve-se encaminhar a mesma para o exame médico admissional e neste mesmo
ato requerer do médico do trabalho um laudo que ateste a deficiência que em
seguida deve ser homologado pelo Ministério do Trabalho reconhecendo assim que
a PCD contratada como empregada passará a contar na cota legal de obrigação da
empresa, evitando multas. Além disto, o Departamento Pessoal,ao cadastrar o novo empregado como PCD, deve
fazer constar esta condição nos registros, em especial no CAGED e RAIS que serão encaminhados ao Ministério do
Trabalho que assim fará o monitoramento on line da regularidade.
Nesta postagem, excepcionalmente,
vou tratar as pessoas com deficiência e os beneficiários reabilitados sob a
sigla PCD, tendo em vista, a explicação anterior e as necessidades em diversos
pontos comuns das duas terminologias.
A Lei embora ajudou a reduzir a
exclusão, por diversos anos mesmo em vigor foi desrespeitada, fato este que
precisou mobilizar o Ministério do Trabalho em uma intensiva e focada fiscalização
neste tema o que amenizou o problema obrigando as empresas a contratarem PCDs
sob a ameaça de multas.
No entanto, inexiste uma inclusão
total, pois, a Lei ao ser fixada não levou em consideração que empresas a
partir de 100 empregados normalmente são grandes e em diversas cidades do país,
principalmente, no interior não possuem empresas deste porte, o que faz com que
as PCDs destes municípios fiquem desassistidas pela legislação ou então que
precisem se mudarem ou viajarem num difícil e custoso deslocamento para outras
cidades maiores para se incluírem nas vagas legais em cidades maiores.
A Lei ainda não previu incentivos
às PCDs como descontos obrigatórios em cursos profissionalizantes, técnicos e
universitários. Existe ainda um grande preconceito não apenas para aceitar as
PCDs em algumas empresas, como também, principalmente para aceitá-las em vagas
mais disputadas.
As PCDs possuem sempre alguma
necessidade especial e estas devem ser levadas em conta para a efetiva inclusão
das PCDs. As deficiências normalmente são físicas, auditivas, visuais e
mentais. Nestes casos se enquadram pessoas surda-mudas, cegas, portadoras de
nanismo (anões) ou de síndrome de down, cadeirantes, pessoas com deformidades
ou que usam próteses (pernas ou outras partes do corpo mecânicas), órteses
(mecanismos ortopédicos), entre outras.
Além da contratação da PCD, a
empresa deve realmente propiciar a sua inclusão social dentro da empresa, logo,
esta contratação não pode se limitar apenas à admissão da PCD como empregada.
Esta inclusão social se dá pela
acessibilidade que deve ocorrer em duas formas conjuntas e paralelas, uma é acessibilidade arquitetônica que
significa em adaptar os acessos físicos da PCD ao trabalho. A outra acessibilidade é humana, que precisa
ser feita pelos líderes da empresa e contar com o apoio de todos os demais
empregados.
A acessibilidade humana deve
garantir a PCD um ambiente de trabalho livre de preconceitos, cooperativo com
as suas necessidades especiais, harmonioso e que lhe permita usar com autonomia
e segurança os recursos, meios de comunicação, espaços, mobiliários,
transportes e edificações. Enfim, esta acessibilidade precisa fazer com que a
PCD se sinta realmente incluída no trabalho.
Para garantir uma acessibilidade real as PCDs numa empresa sugiro que
você siga as seguintes dicas:
- Leia e cumpra a legislação a
risca, além da Lei Previdenciária nº 8.213/91,
estude a NBR 9050:2008 da ABNT que trata
da acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos;
- Ao realizar o recrutamento e a
seleção das PCDs para vagas da empresa flexibilize ao máximo os requisitos e
permita sempre que a PCD possa contar com um acompanhante, principalmente, nos
casos em que se precise de um intérprete;
- Tenha um programa de inserção
das PCDs na empresa, gerenciado e monitorado pelo RH ou SESMT (serviço
especializado em segurança e saúde do trabalho das empresas), contemplando,
capacitações de integração e acompanhamento funcional periódico da PCD;
- Realize uma forte capacitação
de integração para a PCD e para os colegas conscientizando a todos contra o
preconceito;
- Aborde nas estratégias de
Segurança do Trabalho técnicas de como apoiar as PCDs em casos de sinistros
como incêndios e acidentes e rotas de fuga com acessos adequados;
- Capacite alguém da empresa a
lidar com Língua Brasileira de Sinais, Libras, para ser intérprete das PCDs
com deficiência auditiva, normalmente sugere-se alguém do RH da empresa;
- Patrocine um programa de capacitação
para padrinhos para cada PCD, onde os próprios colegas passam a ser uma espécie
de apoiadores nas necessidades especiais dos mesmos e especialmente treinados
para isto;
- Trate a PCD de forma quase
igualitária, não fazendo tudo por eles, mas apoiando-os quando realmente
precisem;
- Jamais crie setores separados
para as PCDs, isto gera uma desagregação social e impede a inclusão
profissional;
- No layout da empresa tenha
mesas e bancadas reguláveis, deixe os trajetos livres de obstáculos, portas
largas, rampas de acesso, botoeira de elevadores a 0,80cm, áreas de manobra e
barras de segurança nos banheiros adaptados para cadeirantes, reserve vagas no
estacionamento da empresa para as PCDs;
- Coloque as simbologias de acessibilidade
para que as PCDs identifiquem e que as demais pessoas também, em caso de ajudarem
uma PCD ou mesmo para terem ciência das especialidades daquele local e acesso;
- Adapte o refeitório para que as
PCDs tenham acesso, evitando que precisem fazer as refeições separadamente, algumas
empresas contemplam vários itens e esquecem deste, é preciso no mínimo uma
rampa no refeitório e um acesso lateral as catracas para cadeirantes;
- Adeque o Relógio-Ponto para as
necessidades especiais das PCDs, muitas empresas esquecem disto, principalmente
quanto à altura para os cadeirantes e portadores de nanismo;
-Propicie se possível sistemas de
computação apropriados para a comunicação da PCD, a tecnologia evoluiu muito
nisto, já existem softwares, assim, como material de escritório, por exemplo,
em braile para deficientes visuais. Além disto, favoreça o uso de e-mails e do
skype para as PCDs, muitos deles se comunicam bem por escrito, inclusive,
surdos e mudos;
Deficientes Auditivos:Ao
lidar com deficientes auditivos, aqueles PCD que não ouvem e nem falam, lembre-se de
deixar sua boca livre e visível para que ele possa ler os seus lábios. Sabia
que muitos deles ainda se expressam também por gestos ou por escrito. Nunca grite,
lembre-se que ele não ouve! Fale de frente e use da sua expressão facial, gestos
e bilhetes para facilitar. Em situações em que haja um intérprete junto, falar
primeiramente com a PCD, aí ela se expressará ao intérprete e ele a você. A
LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais é a língua oficialmente reconhecida no
Brasil pela Lei nº 10.436/2002 para a comunicação com os pessoas com deficiência auditiva. A LIBRAS é uma forma de comunicação e expressão com um sistema
lingüístico visual-motor através da visualização e de gestos, com estrutura
gramatical própria para a transmissão de idéias e fatos.
Por fim, passo algumas dicas
básicas de como lidar com pessoas com as deficiências abaixo, principalmente,
no ambiente de trabalho:
Deficientes Físicos: Quando for se comunicar com um cadeirante,
sente-se, pois, ele estará numa altura inferior a sua. Nunca se apóie sob
muletas, bengalas ou cadeiras de rodas, pois, estes pertencem ao espaço corporal
da PCD. Jamais movimente cadeiras de rodas sem pedir, há casos em que o cadeirante
não precise de ajuda, noutros que ele precisa ser avisado para não se assustar.
Ao conduzir uma cadeira de rodas, redobre o cuidado, é bem diferente do que guiar
qualquer outra condução. Lembre-se de acompanhar o ritmo de passos das PCDs, quando
for o caso de PCDs que usem muletas ou bengalas.
Deficientes Visuais: Ao tocar numa PCD avise, para ela não se
assuste e ao oferecer ajuda sempre
Imagem www.newsrondonia.com.br
pergunte, isto impede o susto e há casos em
que o deficiente visual não precisa de ajuda, pois,quando estiverem familiarizados com o
ambiente possuem rotas mentais. Deixe com que a PCD lhe agarre o pulso e não
você o dela, pois, isto permite com ela decida o ponto de melhor amparo. Em
casos de PCD com cães guia, não brinque nem acaricie o cão, isto, pode fazer o cão se distrair ou se assustar e gerar
um incidente com a PCD.
Deficientes Mentais: Use uma linguagem clara, objetiva, simples e
fácil ao se comunicar verbalmente com eles. Quando for realizar comunicação
escrita, destaque os pontos importantes dos textos, seja redundante para
reforçar a idéia, use símbolos e ilustrações para facilitar a compreensão deles
e não se esqueça de personalisar para eles versões próprias do material
escrito.
Embora muitos dos leitores
saibam, dado a falta de comprometimento das políticas públicas em divulgarem,
tenho absoluta certeza de que é colaborativo com alguns leitores em demonstrar
o piso tátil, que muitos de nós pisa por diversas vezes sem entender o
conceito.
O piso tátil é um piso especial destinado e perceptível a pessoas com
deficiência visual total ou parcial que possui como característica a
diferenciação de textura e cor em relação ao piso adjacente (ao redor) que
serve de alerta ou linha guia para deficientes visuais.
Imagem http://contramao.una.br/?p=1273
O piso tátil pode ser direcional tendo como função orientar as
pessoas com deficiência visual dando maior autonomia e segurança no trajeto ou pode ser de alerta, muito conhecido
como piso bolinha, que é instalado no começo e no fim de acessos a escadas e
rampas, rampas de acesso a calçadas e no aceso a elevadores, assim como, em
barreiras que não possam ser percebidas pelo uso da bengala.
Assim, devemos sempre dar
prioridade do espaço neste piso para as pessoas com deficiência visual, podendo
ocorrer que algumas pessoas por má divulgação, não terem ciência das funções
deste piso.
Outro item importante são as rampas de acesso às calçadas, estas
sim, já mais populares, mas convém lembrar que devemos sempre deixar as mesmas
desobstruídas, mas existem situações em que alguns motoristas estacionam seus
carros na frente das mesmas, uns por falta de sinalização destas o que impede o
motorista de vê-las, outros por desconscientização mesmo, o que infelizmente
também ocorre seguidamente quanto às vagas reservadas as PCDs nos
estacionamentos.
Os programas de preparação para
aposentadoria dos trabalhadores das empresas são geralmente destinados à
responsabilidade dos RHs. Num RH bem estruturado este programa normalmente
envolve a assistente social e o psicólogo da empresa, mas na ausência deles no
quadro funcional, pode o programa ser perfeitamente conduzido por gestores de
RH bem capacitados, críticos e que tenham bom senso.
No entanto, um erro comum se faz
presente ao abordar-se tais programas, em especial vê-los como programas
aplicáveis exclusivamente a grandes empresas, que por isto estarão sempre
propensas a possuírem um bom nº de
empregados prestes a se aposentarem, mas, porém, este programa pode e deve ser
aplicado as políticas de RH de empresas de qualquer porte, apenas adequando o
programa o tamanho da empresa.
No Brasil a chamada terceira
idade é normalmente reservadas às pessoas com 60 anos ou mais de idade e possuímos
quanto ao tipo de afastamento das aposentadorias, aposentadorias com
afastamento definitivo de trabalho e aposentadorias sem o afastamento, na qual
o empregado mesmo aposentado continua trabalhando normalmente, contando com o
recebimento do benefício pago pela Previdência Social e com o seu salário pago
pela empresa. Infelizmente, por questões de econômicas e sociais, e normalmente
pelo baixo valor dos benefícios pagos pela aposentadoria, muitos empregados,
abrem mão do afastamento para o referido descanso e continuam mesmo assim
trabalhando nas empresas por longos anos.
Os programas de preparação para a
aposentadoria são necessários, pois:
- Uma vez organizada as futuras
aposentadorias poderá o RH de antemão se preparar para captar e selecionar
novos empregados para substituírem os que se aposentarão e pretendem se afastar
dos serviços, além, de permitir que estes sejam melhor capacitados pelos
próprios futuros aposentados para que ocupem futuramente os seus postos;
- Responsabilidade social da
empresa sobre os empregados que irão se aposentar com afastamento do trabalho,
de modo a prepará-los para conviverem com esta nova fase da vida.
Imagem colunistas.ig.com.br
Uma vez, levadas em conta estas
questões, deve a empresa diagnosticar o público-alvo do programa para a
aposentadoria, realizando pesquisas documentais junto ao Departamento Pessoal
que possui o controle da idade e possíveis datas de direitos à aposentadorias
aos empregados.
Normalmente a política adotada pela
maioria das empresas é começar o programa em no máximo 5 anos de antecedência
da aposentaria dos empregados. O programa podem abranger ainda empregados
aposentados, que não se afastaram da empresa e não passaram antes pelo mesmo.
Devem em paralelo devem ser
aplicados questionários e entrevistas individuais aos empregados
conscientizando os mesmos para participarem do programa, ainda que não tenham a
certeza de que se afastarão ou não do trabalho após a obtenção da
aposentadoria, pois, o evento pode contribuir para que esta decisão seja mais
consciente.
O programa de preparação para a
aposentadoria deve ter como objetivo a conscientização dos futuros aposentados
de que a aposentadoria com afastamento do trabalho não é o fim, mas o sim o
começo de uma nova etapa de vida para eles e jamais se deve buscar incentivar a
aposentadoria com o afastamento do trabalho, mas sim apenas orientar ao
empregado prestes a se aposentar à:
- Planejar esta nova etapa da
vida, vendo a mesma como uma nova etapa e não como um fim;
- Abordar assuntos legais da
Aposentadoria, em especial as Leis da Previdência Social que tratam da
concessão e pagamento de benefícios aos empregados quando que se aposentam;
- Quando a empresa possuir Plano
de Previdência Privada, os assuntos legais e administrativos previstos neste
tipo de previdência devem ser abordados, em especial as formas de saques das
participações dos futuros aposentados;
- Reflexão individual e coletiva
do significado desta nova fase da vida com aposentadoria e de como ficará a
vida de cada aposentado afastado ou não da empresa, permitindo com que eles
troquem com o grupo idéias, experiências e planos futuros nos encontros;
- Reflexão e orientação de
medidas para manter e aprimorar a qualidade de vida dos futuros aposentados com
afastamento, envolvendo, por exemplo, formas de lazer, caminhadas, ciclismo, visitas
a parentes distantes, etc;
- Reflexão sobre novas formas de
renda caso o futuro aposentado, queira se afastar do emprego, mas pretenda
continuar atuando noutro ramo, aí se incluem temas que podem ser abordados como
o empreendedorismo;
- Possibilidade da realização de
trabalho voluntário como desempenho social pelos aposentados e para preencherem
o tempo livre, neste caso, pode-se pedir o apoio ONGs com o envio de
instrutores sociais;
- Noções de planejamento financeiro
tanto para o aposentado que continuará trabalhando como aquele que se afastará,
assim, ele poderá organizar melhor a sua renda e reduzir as suas dificuldades
financeiras, podendo se envolver na equipe de condução da preparação para a
aposentadoria, neste caso, o próprio contador ou gestor financeiro da empresa;
- A nova interação social e
familiar que chegará numa etapa com maior tempo para quem se aposentar se
afastando do trabalho;
- Planejamento da saúde mental e
física do aposentado, a partir da orientação para check-ups médicos, exercícios
físicos e doenças mais comuns à terceira idade.
O programa é conduzido por reuniões
periódicas entre a equipe que gerencia a preparação com os futuros aposentados,
normalmente, com prazo mínimo mensal, e
realizada dentro do horário de trabalho em local adequado, preferencialmente,
uma sala de capacitação, pois, este programa embora tenha como foco maior a
conscientização, não deixa de ser também um desenvolvimento humano.
O programa de preparação para
aposentadoria deve possuir um acompanhamento e manutenção observando se seus
objetivos estão sendo atingidos e corrigindo seus rumos sempre que preciso.
Este acompanhamento deve se dar se possível até mesmo, após, as aposentadorias
com afastamentos do trabalho, permitindo que o empregado afastado possua ainda
alguns vínculos com a empresa como por exemplo, a participação em eventos como
festas de final de ano, excursões e principalmente manutenção do plano de saúde
de assistência médica e odontológica.
Pode-se ainda realizar
celebrações nas datas próximas aos afastamentos de cada grupo de aposentados
com vista a ritualizar a colaboração que deram à empresa enquanto empregados,
presenteando os mesmos.
Finalmente, PPA, programa de
preparação para aposentadoria deve auxiliar de modo imparcial ao empregado
prestes à aposentadoria decidir se irá se afastar ou não do trabalho, de forma
consciente e autônoma, dúvida esta muito comum na farta maioria dos empregados
cuja a aposentadoria se aproxima. Aos empregados aposentados por aposentadoria por invalidez e por aposentadoria especial, se faz obrigatório o afastamento do trabalho, ou a menos no caso da aposentadoria especial o afastamento a qualque tipo de atividade insalubre.
Prezados Leitores, como de hábito
nas datas magnas, hoje nossa postagem objetiva homenagear o Dia Mundial do Meio
Ambiente criado por ato da Organização das Nações Unidas, a ONU em 1972.
Naquela ocasião a ONU definiu o
dia 5 de junho como data anual para nos chamar a atenção de como afetamos a
natureza com nossos atos e a necessidade de prevenir os danos ambientais.
Imagem bibliotecaets.blogspot.com.br
O meio ambiente envolve todas as
coisas com vida e sem vida que acontecem na Terra ou em alguma região dela que
possa afetar os ecossistemas (homens, animais, plantas, bactérias, água, solo,
clima, etc) e a vida dos seres humanos, enfim é um conjunto de fatores que
permitem, condicionam, influem, abrigam e organizam a vida em todos os seus
aspectos e formas.
Esta data pode ser celebrada nas
empresas com a realização de palestras ambientais de como trabalhar com lixos
seletivos, descartes de pilhas, economia de recursos como a água, por exemplo.
Em termos da gestão da qualidade hoje existe a
certificação internacional ISO 14001, que certifica as empresas participantes
quanto ao comprometimento destas com o controle dos impactos ambientais de suas
atividades, produtos e serviços e levando estas a trabalharem num processo de
melhoria contínua na qualidade ambiental.
Um SGA normalmente envolve
questões ambientais para controle como coleta de lixo, consumo de água,consumo de energia elétrica, reciclagens e
economia de papel, tratamento de efluentes, controle de resíduos e preservação
de áreas verdes e da fauna.
As empresas certificadas pela ISO
14001 definem um Sistema de Gestão Ambiental, conhecido sobre a sigla SGA,que faz com que a empresa certificada ou que
busque a certificação cumpra todas as normas para reduzir o impacto de suas
atividades sobre o ambiente natural. Estas normas vem tanto da própria ISO
14001, como da legislação ambiental municipal, estadual e federal.
As empresas participantes devem
cotidianamente realizar a manutenção da implantação dos requisitos da ISO
14001, tendo as suas atividades monitoradas por auditorias internas da própria
empresa e periodicamente externas de organismos certificadores.
No que se refere à legislação
trabalhista voltada à segurança e a saúde no trabalho, temos o meio ambiente
como importante também, e a própria legislação lembrou da importância deste na
NR-09, que é a norma regulamentadora do PPRA – Programa de Prevenção de Riscos
Ambientais.
A NR-09 estabelece a
obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os
empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, visando à preservação da
saúde e da integridade dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento,
avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes
ou que venham a existir no ambiente de trabalho, “tendo em consideração a
proteção do meio ambiente e dos recursos naturais”.
Assim, quando uma empresa
implanta um PPRA, nesta prevenção de riscos ambientais do trabalho, ela também
deve considerar em suas ações a proteção ao meio ambiente e aos recursos
naturais.
Em termos legais, sempre que uma
empresa precisar atuar num ramo que possa causar impactos ambientais ela
precisa antecipadamente ter um estudo de impacto ambiental realizado por
profissional competentepara obter um
licenciamento ambiental para funcionar.
Imagem serravallenaafricadosul.blogspot.com.br
Para finalizarmos esta postagem é
importante ainda nos lembrarmos da necessidade de primarmos sempre pelo
desenvolvimento sustentável, que significa em você conseguir compatibilizar o
desenvolvimento com a manutenção dos recursos naturais que o geram.
Todos nós podemos contribuir para
o desenvolvimento sustentável, além das próprias empresas, basta reduzirmos o
consumo de luz e água (são recursos naturais), evitarmos o desperdício de
papéis imprimindo em ambos os lados ou reaproveitando folhas de rascunhos (isto
implica em menores cortes de árvores). Podemos ainda favorecer a coleta do lixo
seletivo, separando garrafas pets para o reaproveitamento. E ainda jamais comprando animais, aves ou répteis silvestres frutos do comércio ilegal.
Como profissionais de Gestão, RH
e Qualidade, devemos nos empenhar dentro das empresas para criar estratégias que
favoreçam o meio ambiente.
Como
de hábito nas datas magnas realizo uma postagem em homenagem à mesma e hoje dia
1º de maio é o principal dia de todos nós trabalhadores, então a partir deste
dia vamos abordar a CLT, o principal documento que rege os direitos
trabalhistas no Brasil.
O
trabalho é um dos mais antigos atributos do homem, vem sendo assim desde o
paraíso na história bíblica de Adão e Eva onde dentre as punições instituídas por
Deus a eles pelo pecado, estava a de trabalharem para se sustentarem e avança
pela história sendo visto como algo sofrível muitas vezes reservado aos
escravos passando pela Grécia Antiga, Império Romano até a escravatura dos povos
negros em épocas menos distantes.
No
entanto, na realidade o trabalho não é um mal, mas sim, um benefício que
gratifica e enobrece o homem na sua condição racional de produzir fisicamente e
intelectualmente. Vejo muitos debates na atualidade sobre a Centralidade do
Trabalho e o seu fim, onde alguns autores entendem que o trabalho em virtude
dos avanços tecnológicos, da flexibilização do mesmo e pelas mudanças mundiais ocorridas
tende a findar.
No
entanto, esta condição da Centralidade do Trabalho como elemento central da vida
humana e da sociedade, precisa permanentemente existir e ser buscado tanto
pelos cidadãos, como pelas áreas de Recursos Humanos das empresas.
Assim
é vital celebrar o dia 1º de maio, pois é uma magna que marca as comemorações
do Dia Internacional do Trabalho em diversos países do mundo, esta data surgiu
no ano de 1886, quando trabalhadores americanos realizaram uma grande paralisação
neste dia para reivindicar melhores condições de trabalho. É importante que nas
políticas de RH das empresas conste alguma lembrança desta importante data,
ainda que seja um simples e-mail da empresa parabenizando os trabalhadores por
esta data ou na forma de brindes.
No
Brasil o principal marco histórico deste dia foi a foi a criação da
Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, em 01 de maio de 1943 a partir do DECRETO-LEI
N.º 5.452 sancionado pelo então presidente Getúlio Vargas.
A
CLT é um conjunto de todas as principais leis que normatizam as relações de
trabalho individuais e coletivas entre os empregados representados por pessoas
físicas na condição trabalhadores e por empregadores representados pelas
pessoas jurídicas na condição de empresas ou equiparadas a elas como
profissionais liberais, ONGs, etc.
Na
época da criação da CLT haviam diversas leis trabalhistas esparsas (soltas, espalhadas)
que com a criação da CLT foram organizadas e reunidas em uma única consolidação
na forma de um livro, sofrendo o acréscimo de outras, embora ainda hoje existam
ainda algumas leis fora da CLT que chamamos de legislação complementar.
A
CLT é composta por 922 artigos aplicáveis unicamente aos trabalhadores que forem
caracterizados como empregados, os chamados celetistas e a partir disto passam
a possuir o direito a uma série de direitos trabalhistas como: registro de
empregado e carteira assinada, férias, duração do trabalho, etc.
Atualmente
muito se discute sobre um possível anacronismo da CLT devido às suas longas
décadas de implantação e com alterações muito tímidas que não estaria
acompanhando a evolução das relações de trabalho e da economia.
É um
tema polêmico quando se trata de tentar alterar direitos tão sofridamente conquistados
pelos trabalhadores, frutos de reiteradas lutas, manifestações, prisões e até
mesmo mortes de alguns trabalhadores para alcance de tais direitos
trabalhistas.
Entendo
que realmente a CLT não acompanhou plenamente a evolução das relações de
trabalho, mas em paralelo a isto, entendo que uma alteração da mesma exija
ainda um amadurecimento e uma discussão bem mais profunda da idéia debatendo os
prós e contras, onde todas as partes sejam ouvidas: trabalhadores, sindicatos,
empresários, governo e sociedade.
Em
minha vivência percebi e ainda percebo inúmeros casos de fraudes aos direitos
trabalhistas, e, inclusive, você mesmo leitor presencia isto, quem de nós, por
exemplo, não conhece alguém que trabalha ou trabalhou sem carteira assinada?
Que mesmo tendo carteira assinada, não tem suas horas extras corretamente pagas
ou seu FGTS depositado? Enfim são várias as irregularidades existentes
atualmente, mesmo combatidas por uma CLT que muitos dizem arcaica por ser
engessada, imagina-se então o que poderá ocorrer com uma CLT muito flexível?
Fecho
esta postagem deixando claro, que não sou contra a alteração da CLT, mas muito menos
a favor de uma alteração que não seja fruto de uma discussão bem fundamentada
entre todos os envolvidos e que alterem unicamente alguns aspectos necessários,
pois, muito existe de bom na atual consolidação.
Somado
a isto este debate é infindável na medida em que pela alta polêmica do tema, o
político que ousar assumir para si este projeto tende a ter seu último mandato no
ano da aprovação, e poucos pensam em sujeitar a isto, além disto,a CLT pouco instituiu sobre impostos, estes
ao invés são em sua maioria instituídos por outras leis complementares sobre os
direitos dela decorrentes, então culpar a CLT pelo desemprego ou pelos altos encargos
trabalhistas nada mais é do que um grave erro.
Nobre leitor, você inicialmente
pode achar que este tema seja desinteressante ou aplicável apenas aos
profissionais de empresas,porém, posso
lhe garantir desde agora já no começo da leitura que independente da condição
que você ocupa: Profissional de RH, Trabalhador, Empresário, Estudante ou jovem
leitor, tenho a plena convicção de que você poderá enriquecer os seus
conhecimentos com esta leitura e me darás razão ao findar a leitura da mesma.
Para aqueles que já dominam o
tema, no avançar do texto, tenho certeza que de que ao menos aprofundarão o
conhecimento, inclusive, por que discutiremos que as gerações não se dividem
apenas por idades com alguns defendem, mas por outros fatores que serão
explicados adiante e que não podem ser uniformizados. Quanto aos demais
leitores, este texto poderá ajudar a entender os comportamentos entre as
pessoas das diferentes gerações, principalmente, no mercado de trabalho, seja
na condição de empregados, os chamados colaboradores nas empresas, seja na
condição de chefes.
Nestes últimos anos muito se fala
sobre a divisão das pessoas a partir de categorias separadas por gerações que
buscam separar e uniformizar as tendências de comportamentos das pessoas de
acordo com cada grupo de gerações segundo os anos de nascimentos de cada grupos
delas.
Aos profissionais de RH, cabe
estarem atentos a estes estudos que são muito úteis para o desenvolvimento das
estratégias de recursos humanos em prol do bom convívio e da produtividade
empresarial entre as diferentes gerações.
Porém, é de suma importância que
os profissionais de RH entendam que tais gerações e seus respectivos
comportamentos são apenas tendências, não se podendo em hipótese alguma
uniformizar um pensamento de que as literaturas sobre o tema apontam realidades
sólidas e indiscutíveis sobre comportamentos humanos em cada geração.
É temerário agir-se
genéricamente, crendo que alguém simplesmente por se enquadrar em uma
determinada geração, terá um comportamento idêntico aos demais membros da mesma,
quando na realidade o máximo que se pode ter como provável, e, portanto, nem
mesmo certo, é de que o comportamento deste no máximo se assemelhará a maioria
dos pertencentes à uma certa geração.
As próprias literaturas sobre as
gerações não apresentam consensos em todos os seus estudos, principalmente no
que se referem às datas que dividem cada geração por anos de nascimentos.
Recentemente presenciei a defesa
por uma colega de curso da sua dissertação de mestrado em educação no qual
também sou aluno, onde chamou-me muito a atenção além do tema e da boa
apresentação dela, na qual, inclusive, foi aprovada pela banca de professores
de avaliação, a apresentação sobre a posição dos autores Oliveira, Piccinini e
Bitencourt (2011).
Estes autores endossam um pensamento
que eu já defendia e que fecha com a idéia defendida nesta postagem, segundo os
mesmos autores o marco cronológico, ou seja, os grupos de datas de nascimentos
das gerações em separado, consiste em um simples ponto referencial, não podendo
ser utilizado como delimitador das formas de agir de um grupo etário, ou seja,
pode até apontar algumas tendências comportamentais, mas jamais a uniformização
de tais comportamentos.
Os autores ainda definem que “Considerar que
todos os jovens que nasceram em determinado período pertencem a um único grupo
como tem sido caracterizada a Geração Y é esquecer as diferenças regionais e
desigualdades sociais da juventude brasileira”.
Aprofundando-me ainda mais no
pensamento dos autores que endossam a minha opinião, em pesquisa realizada li a
obra realizada pelas autoras Cíntia Medeiros e Regina Ogusku em um seminário,
que consta postado no endereço eletrônico na internet,http://www.ead.fea.usp.br/semead/15semead/resultado/trabalhosPDF/55.pdf.
Neste trabalho realizado pelas
duas pesquisadoras constato novamente que os próprios autores citados ainda alertam
sobre o equívoco causado pelo fato do conceito de geração Y ter sido juntado aos
estudos no Brasil sem levar em consideração a contextualização das
características dessa geração no país, pois, a realidade de cada nação é
diferente.
Segundo os autores citados
existem estudos que apontam
para a existência de diferenças entre as juventudes, principalmente em relação à
qualificação, oportunidades e dificuldades na inserção no mercado de trabalho.
Os autores defendem, ainda, a idéia de que “Alguns poderiam se enquadrar neste
perfil [da geração Y], mas trata-se de uma minoria frente à grande maioria de
jovens que, apesar da existência de redes sociais, internet, enfim tecnologias
que deveriam aproximá-los deste modelo, por vezes reforçam a distância que se
pretende eliminar”.
Após estas leituras de pesquisas
e de pareceres de autores estudiosos no assunto sobre a geração Y no Brasil,
entendo, que agora que o meu ponto de vista esteja fundamentado em pilares de pesquisas,
o que me faz crer agora com ainda mais profunda segurança que tal ponto de
vista, realmente se trata de minha posição fundamentada e não uma idéia sobre o
assunto.
Ou seja, minha posição é de que
universalizar o conceito das gerações, inclusive, da geração Y, se trata de um
verdadeiro erro, pois, desconsidera as diferenças regionais, sociais e
culturais de cada país, não se podendo, portanto, uniformizar os comportamentos
de cada geração.
No entanto, entendo que devemos
tratar os estudos das gerações como tendências sem universalização, ou seja,
sem uma uniformização rígida, e sob este olhar definirmos estratégias de
recursos humanos consistentes para o bom convívio entre as mesmas. Jamais fui
contra os conceitos das gerações, mas tão somente à uniformização rígida na
interpretação do deles em termos de comportamentos, pois, é indiscutível que muitos dos estudos por estes
conceitos trazidos tem aplicação prática.
Fechada a fundamentação da minha
posição sobre o conceito das gerações, vamos agora abordar o tema a partir de
estudos que vem sendo realizados. Para se entender de como trabalhar com o
conceito das gerações nas estratégias de RH, além da questão de tratá-las como
tendências e não como uniformizações, precisamos nos ater a entender a
diferença existente entre elas.
Segundo os estudos as gerações
podem ser divididas em grupos separados por períodos de nascimentos dos
ocupantes de cada geração.
Não existe um consenso universal
na literatura que padronize os anos de divisão de cada uma das gerações, mas
sim de que não haja uma grande distância entre eles. Para isto, estarei usando
a abaixo a divisão proposta pela Ateliê Pesquisa Organizacional retirada de um
texto que li quando participei de meu MBA em gestão de pessoas.
No entanto adaptei em parte da
pesquisa a minha linguagem incluindo nela a geração Z, que vem mais
recentemente sendo conceituada e pesquisada.
Nascidos
nos Anos
Chamados
de Geração:
Principais
Comportamentos em uma Empresa
Até 1945
Tradicionais
Gerações que passaram pela 2ª Guerra Mundial,
sobreviveram e ajudaram a reconstruir o mundo. São práticos, dedicados,
gostam de hierarquias rígidas, ficam bastante tempo nas mesmas empresas e sacrificam-se
para atingir seus objetivos.
1946 a 1963
Baby Boomers
São os filhos do pós-2ª Guerra Mundial que
lutaram pela paz, não passaram pelo mundo destruído como a geração
anterior,e, mais otimistas puderam pensar
em valores pessoais e boa educação para os seus filhos. Tem relações de amor
e ódio com os superiores, são focados e preferem agir em consenso com os
outros.
1964 a 1979
Geração X
Vivenciaram uma maior qualidade de vida e de
liberdade no trabalho e nas relações. Podem usar das tecnologias de
comunicação para tentar equilibrar a vida pessoal e o trabalho. Mas como
enfrentaram crises do desemprego, também se tornaram céticos e
super-protetores.
1980 a 1994
Geração Y ou Geração Millennials (Geração do Milênio)
Num mundo relativamente estável cresceram em uma
década de valorização intensa da infância, com internet, computador e
educação mais moderna que as gerações anteriores. Ganharam auto-estima e não
se sujeitam a atividades que não lhe fazem sentido em longo prazo. Sabem
trabalhar em rede e lidam com autoridades como se eles fossem um colega de
turma. Se adaptaram bem a chegada das tecnologias.
A partir de 1995
Geração Z (não faz parte da pesquisa, inclui por
outros autores)
É uma geração que cresceu juntamente com as
tecnologias sendo cada vez mais digital, é extremamente familiarizada com as
tecnologias. É adepta ao acesso constante e intenso à internet não só através
der computadores convencionais, como também, por tablets, telefones celulares
convencionais, ipods, ao manuseio de arquivos MP3, vídeo games de última
geração. Participam super ativamente de redes sociais como facebook, myspace
e twitter. Tendem a ter um pensamento excessivamente rápido e objetivo e ter
capacidade para fazerem várias atividades ao mesmo tempo.
A pesquisa citada aponta um
cenário mundial que tenta universalizar os comportamentos humanos conforme cada
uma das gerações, o que discordo, no entanto, usando estas como apenas tendências
comportamentais podemos assim usar a mesma na prática profissional.
Um cenário ideal seria no mínimo
adaptarmos a pesquisa ao cenário brasileiro, e até quem sabe ao cenário de cada
estado ou mesmo de cidades do Brasil, mas ainda existem muitas carências de
estudos neste sentido, e assim, devemos nos basear pelas características
mundiais até que futuramente evoluam as pesquisas mais regionalizadas.
Um erro grave de interpretação
das gerações que tenho presenciado com grande constância, inclusive, por parte
de alguns profissionais de RH, é de se caracterizar as gerações de acordo com a
idade de cada pessoa, trata-se de um erro grotesco, pois, as gerações não
mudam, são inflexíveis dentro de cada grupo.O fato de você fazer aniversário nunca lhe tirará da geração a que você
pertence, pois, os grupos de geração são classificados por anos e não por
idades.
Assim, uma geração nunca retorna
para traz e nem avança para frente por idade, mas sim, se mantém sempre eternamente
dentro de um mesmo grupo, o que realmente ocorre é que surjam futuramente
outros grupos, como é o caso do grupo da geração Z que surgiu mais recentemente
e que acrescentei no trabalho da pesquisa.
Definir as gerações por idades
nos levaria ao absurdo de achar que alguém da geração X ao ficar mais idoso, um
dia simplesmente se enquadraria na geração tradicional, algo incoerente, pois,
jamais ele teria vivenciado os fatos daquela época como a 2ª Guerra Mundial por
exemplo.
Enfim, o que define a
característica de uma geração não é a idade que, inclusive, muda anualmente com
o aniversário das pessoas, mas sim o ano de nascimento e por conseqüência os
acontecimentos sociais, políticos, econômicos e mundiais daquela época.
A seguir segue um quadro
comparativo que eu mesmo montei sobre algumas das maiores tendências
comportamentais humanas que diferenciam os profissionais que pertencem ao grupo
da geração X e Y (também conhecida como Geração Millennials), segundo leituras por mim realizadas.
Principais
Diferenças entre algumas das maiores Tendências comportamentais das Gerações X e Y nas
relações de trabalho
Geração
X
Geração
Y ou Millennials
Valorizam o trabalho duro muitas vezes abrindo
mão da qualidade de vida.
Valorizam o trabalho adequado que permita
compatibilizar o mesmo com a qualidade de vida.
Valorizam a segurança no emprego.
Aceitam novas oportunidades profissionais, mesmo
que nem sempre seguras.
Fidelizam a empresa querendo ficar numa única por
muitos anos.
Fedelizam a empresa enquanto esta estiver de
acordo com as suas expectativas e não hesitam em fazerem trocas independente
do tempo quando isto não ocorre.
Aceitam moderadamente a inovação.
Buscam rapidamente a inovação.
Tem paciência para lidar com ritmos lentos de
trabalho e de tomadas de decisões.
São impacientes para lidar com ritmos lentos de
trabalho e de tomadas de decisões.
Aceitam mais moderadamente o trabalho em equipe.
Aceitam mais rapidamente otrabalho em equipe.
São moderadamente competitivos.
São bastante competitivos.
Aceitam um ritmo moderado para ascensão
profissional.
Aceitam apenas um ritmo rápido para ascensão
profissional.
São muito meticulosos.
São muito versáteis.
Tendem a ser mais conservadores usando as
experiências do passado para gerar maior segurança.
Tendem a ser mais agressivos preferindo
substituir as experiências do passado por desafios mesmo que os ponham em
situações que reduzam a segurança.
Aceitam hierarquias rígidas.
Aceitam apenas hierarquias flexíveis.
Aceitam a criatividade moderada.
Buscam plena criatividade.
Conhecem a Tecnologia conforme as suas necessidades.
Conhecem as tecnologias acima das suas
necessidades.
São moderadamente comunicativos.
São excessivamente comunicativos.
São realistas quanto ao tempo e quanto a realidade
cada situação.
São imediatistas e excessivamente autoconfiantes.
São menos ambiciosos.
São mais ambiciosos.
Comunicam-se mais pessoalmente ou por telefone.
Comunicam-se mais por e-mails e por comunicadores
instantâneos.
São menos objetivos e indiretos na comunicação e
usam palavras completas.
São mais objetivos e diretos nas comunicações e
usam palavras abreviadas.
São menos questionadores.
São muito questionadores.
Tem desejo moderado de subirem na carreira.
Tem desejo agressivo de subirem na carreira.
Assim cabe aos profissionais de
RH entenderem bem a todas estas tendências e criarem estratégias de recursos
humanos consistentes para o bom convívio e a real produtividade nas relações de
trabalho entre as diferentes gerações dentro de uma empresa.
Segundo alguns destes estudos
feitos nas empresas dos Estados Unidos pela CIO(EUA), a geração Y tende a agir
como se salários altos, promoções rápidas e horários de trabalhos flexíveis não
fossem um benefício das empresas, mas sim um direito desta geração.
Esta geração tende a se envolver
em conflitos com as demais gerações anteriores, principalmente, pelas
diferenças do estilo de comunicação, pois, são mais objetivos e diretos nas
suas palavras, sendo muitas vezes vistos como grosseiros.
As diferenças de expectativas com
relação às gerações anteriores, também é um ponto de discórdia, pois, a geração
Y é mais questionadora de seus direitos, sendo muitas vezes vista como
insubordinada, e tem uma impaciência maior com a lentidão, reivindicando ações
mais rápidas nas estratégias das empresas, principalmente no que se refere à
tomada de decisão e a gestão de carreiras.
Outro fator importante, é que os
trabalhadores pertencentes à geração Y facilmente pedem demissão de uma
empresa, caso não vejam nela a possibilidade de alcance de suas expectativas,
não hesitando em abrir mão dos direitos trabalhistas de uma demissão normal.
Este fator aumenta a rotatividade empresarial.
Esse conflito entre geração Y
para com as demais gerações anteriores se não prevenido, e se sequer
administrado, com certeza leva as empresas a consideráveis perdas de
produtividade e a um mau clima organizacional.
Com o avanço das relações de
trabalho, a maioria das empresas vem precisando contar com colaboradores
oriundos de diferentes gerações, não sendo possível contar com apenas
colaboradores de uma única geração em seu quadro funcional, o que mesmo que
ocorresse não significaria um avanço de produtividade pela suposta redução de
conflitos, mas sim, numa pobreza de idéias e experiências resultantes de um
time sem a diversificação da composição por profissionais de diferentes
gerações.
Então como criar estratégias de
RH que permitam um bom convívio entre as diferentes gerações e que possam
colher os resultados positivos da soma delas? É uma questão que embora de
complexa aplicação, é perfeitamente possível num RH estratégico.
Vamos a elas, que caberão ao
profissional de RH liderar e promover:
- Realizar periodicamente
capacitações sobre as gerações e as suas diferenças, envolvendo times de
empregados de cada uma delas, isto fará com que a maioria se conscientize e
aprenda a lidar com a diferença de cada um;
- Trabalhar cada geração a partir
das constantes capacitações sobre a melhor forma de lidar com cada geração
diferente, abrangendo, entre outros assuntos, principalmente o estilo de
comunicação e de expectativas;
- Utilizar nas capacitações
diferentes metodologias de treinamento e de desenvolvimento de pessoas,
misturando aulas expositivas dialogadas mais aceitas pelas gerações anteriores
à geração Y, como também o TEAL, treinamento experiencial ao ar livre e o EAD –
ensino à distância mais aceitos pela geração Y, assim como dinâmicas de grupos
que já vem sendo aceitas por ambas gerações.Procurar sempre que possível realizar turmas mistas de cada geração para
favorecer a integração entre elas e criar maiores laços afetivos;
- Implantar na empresa um plano
de benefícios flexíveis que permita que cada empregado faça algumas escolhas
dos benefícios que lhe interessa, pois, ao passo que um seguro de vida tenda a
ser menos importante para um empregado da geração Y, para os empregados das
demais gerações anteriores tende a ter uma maior importância pela segurança que
traz;
- Desenvolver na empresa um
programa de gestão por competências, assim, a velocidade do alcance das
competências para futuras promoções dependerá da rapidez e interesse de cada um
e de cada geração, pois, na gestão por competências o empregado também imprime
a velocidade que quer a sua carreira a partir da participação em capacitações e
no ensino formal. Assim os empregados podem não só ascenderem
profissionalmente, quanto salarialmente de acordo com o alcance de suas
competências;
- Implementar na empresa uma
política que favoreça o horário flexível, desde que o empregado atinja a
produtividade imposta pela empresa, isto, pode ser dar, inclusive, de forma
legal por meio da adoção do sistema de banco de horas acordados com o sindicato
profissional;
- Criar uma política de
comunicação corporativa que misture o uso de diferentes canais de comunicação
pelo uso de e-mails, comunicadores instantâneos como o skype, por exemplo,
intranet e site, preferidos pela Geração Y, com folders, murais e jornais
informativos como preferem as demais gerações anteriores;
- Nas áreas em que for possível
permita o trabalho remoto, por exemplo, à domicílio por conexão à internet;
- Inovar constantemente as
tecnologias da empresa, mantendo softwares
atualizados, microcomputadores e impressoras avançadas e em paralelo a isto realizar
programas de capacitação para uso destas tecnologias pelos empregados,
principalmente os das gerações anteriores à geração Y e Z;
- Fazer com que o diálogo seja a
primeira regra dentro da empresa para administrar um conflito e sempre tentar
prevenir conflitos, assim como evitar a sua repetição solucionando a raiz dos
problemas;
- Favorecer um ambiente de
trabalho que permita desafios profissionais e chances de ascensão profissional,
criando-se um plano de carreira na empresa;
- Realizar intensa capacitação e
desenvolvimento das lideranças sobre como lidarem os membros da geração Y e Z;
- Criar um plano de idéias que
reconheça, premie e implante as idéias viáveis que reduzam custos, desperdícios
e que aumentem a produtividade e as vendas;
- Elaborar programas de retenção
de talentos com estratégias de endomarketing, gestão do clima organizacional e
de planejamento e monitoramento constante das políticas de remuneração e de
benefícios, mantendo no mínimo a compatibilidade com o mercado;
- Se possível eliminar as paredes
dos escritórios deixando o ambiente mais amplo, igualitário e favorável ao
diálogo, incluindo, na mesma sala tanto chefias, como subordinados e
estagiários;
- Deixar a hierarquia mais
flexível e dentro de uma política de portas abertas ao diálogo igualitário;
- Atualizar-se constantemente
sobre as novas tendências comportamentais das gerações, e ver estas sempre como
apenas tendências e não como uma regra absoluta onde todos os comportamentos
dos ocupantes delas fossem universalmente iguais.
Entendo que com estas dicas e num
espírito de RH estratégico seja perfeitamente viável estabelecer condições que
favoreçam uma boa convivência entre as diferentes gerações, com redução de
conflitos e com um notável aumento da produtividade, assim como uma redução
rotatividade pessoal, especialmente, dos profissionais pertencentes à geração
Y.
Além disto, os profissionais de
RH já devem começar de imediato a se preocuparem com a recente chegada de mais
uma geração ao mercado de trabalho, a geração Z que já nasceu e cresceu com os
avanços da tecnologia e com o contato direto com ela e com a internet.
Esta uma geração marcada pela inserção
digital, pois, ao oposto geração Y que aprendeu a conviver bem com a
tecnologia, estes já nasceram convivendo com ela.
Aos pertencentes das gerações anteriores às gerações Y e Z, cabe aprenderem a conviver com ela, inclusive, não só aceitá-las, como também aprofundar cada vez mais os seus conhecimentos, principalmente, tecnológicos evitando de ser tratado com um dinossauro (antigo) no mercado, nos conhecimentos tecnológicos e no convívio com as diferentes pessoas.