Aqui você pode dialogar e perguntar sobre diferentes situações das áreas de Recursos Humanos, Qualidade e Administração, diretamente com um Professor e Administrador com experiência profissional, que está aqui para ensinar e aprender com você. Seja bem vindo e volte sempre...se possível deixe seu comentário para que eu possa melhorar continuamente este trabalho e não hesites em retornar para ler as respostas que serão sempre postadas as suas perguntas.
Planejar é vital para qualquer
empresa independente do seu porte ou segmento, pois permite que a empresa
conheça o ambiente no qual está inserida, tanto internamente e regionalmente,
como externamente e mundialmente, sendo isto o principal pilar de um planejamento
estratégico.
É sabido que no Brasil, muitas empresas são abertas, mas também que tantas outras são fechadas em quantidade até maior que as aberturas, tendo em vista que alguma quebram e não baixam seus registros. Uma das causas disto, é o fato de que muitas delas tem falta de planejamento e outras tanta o realizam de forma inadequada. Sabe-se que outros fatores como a crise também aumentam este número de empresas que morrem, mas quando a empresa planeja bem, tende a ter mais chances de sobreviver num mercado mesmo adverso.
Imagem http://www.odiariodaregiao.com
Neste cenário, o planejamento estratégico é uma
ferramenta de gestão que serve para orientar e direcionar uma empresa em como
tratar as diferentes vantagens e desvantagens que surgem ou poderão surgir em
seu caminho, levando em consideração tanto o presente como o futuro e com isto
reduzindo a ocorrência de surpresas. Enfim o planejamento estratégico prepara a
empresa para lidar, tanto com o seu momento atual, como com os seus momentos
futuros, pois, a partir dela a empresa organiza antecipadamente todos os seus
recursos financeiros, humanos e materiais.
Para isto, deve-se visualizar as
tendências tanto atuais, como futuras, e analisar o ambiente externo composto
pela concorrência, governo, economia, legislações, fornecedores, etc, assim
como também deve se analisar o ambiente interno composto pelos recursos
financeiros, humanos e materiais que a empresa possui. Tudo isto levando em
conta as ameaças que são os riscos que afetam ou podem afetar a empresa e as
oportunidades que são as chances que a empresa deve aproveitar no mercado para
alavancar cada vez mais o seu negócio, crescer e se perpetuar no mercado.
Dentro de um planejamento
estratégico a empresa cria os seus propósitos estratégicos que na realidade são
os seus objetivos para o presente e futuro e que precisam conter estratégias
para serem atingidos. Assim, é vital para a empresa que o conhecimento destes
propósitos estratégicos não se limite apenas a sua diretoria, como muitas fazem
pelo Brasil, mas que também sejam divulgadas aos seus colaboradores, pois,
estes é que poderão contribuir para o alcance dos objetivos da empresa, por
estarem inseridos no dia a dia e na proximidade de cada operação.
O planejamento estratégico deve
ser realizado visualizando os 5 anos futuros da empresa e não ser tratado como algo rígido, e sim
flexível as realidades do negócio e do ambiente, pois, os ambientes sofrem
variações, principalmente o ambiente externo que é controlado por variáveis de
fora como o Governo e pela economia mundial por exemplo. Portanto, o
planejamento estratégico deve ser sempre acompanhado no dia a dia da empresa e
revisado ao menos anualmente.
É vital ainda, que a empresa crie
e monitore permanentemente os indicadores de performance do negócio, para medir
o andamento e desempenho das suas ações e decisões, por exemplo, acompanhar os seus níveis
de vendas, níveis de satisfação de clientes, níveis de produção, níveis de
estoques, níveis financeiros, etc.
Os níveis de estoque por exemplo,
devem ser acompanhados por indicadores, porque quando a empresa realiza compras
ela paga um valor por elas, valor este que nem sempre retorna com uma venda a
curto prazo, portanto, um excesso de estoques significa dinheiro parado, e
mesmo a liquidação quando houver muita demora pode corresponder perda de
dinheiro pelos descontos que se dá. Porém, mesmo assim, um nível de estoques é
sadio para as empresas, desde que pensado estrategicamente, pois, toda a
empresa precisa de algum estoque para demonstração e revenda. Além disto, há
alguns estoques, os chamados estoques de segurança que precisam estar sempre
atualizados e completos, assim, como daquelas mercadorias que devam ser
adquiridas antecipadamente, por demora de fabricação ou raridade no mercado.
Toda a empresa deve monitorar as
épocas que tendem a venderem bem ou mal, como por exemplo, na temporada de
verão onde as empresas de cidades não litorâneas tendem a ter suas vendas em
queda pelas férias e idas dos seus consumidores para as cidades litorâneas
desfrutarem das praias. Fato inverso tende a ocorrer com as empresas das praias, que
nesta época tendem a vender melhor e pior no restante do ano. Logicamente este fator tende a ocorrer bem mais nos segmentos do comércio.
As datas magnas também devem ser
levadas em conta, pois, normalmente aumentam o pico de vendas como Natal, Dia
dos Pais, Dia das Mães, etc.
O planejamento estratégico devem
ainda contemplar os recursos humanos que são e serão necessários para as
operações presentes e futuras da empresa, pois, nem sempre o mercado oferece
pessoas capacitadas e dentro do perfil necessário de uma empresa, gerando por
vezes, demora de contratação.
Normalmente o planejamento
estratégico de uma empresa é feito com base em outras duas ferramentas de
gestão, a primeira delas é a Matriz Swot que permite visualizar todo o cenário
no qual a empresa está exposta, considerando, as oportunidade e ameaças que lhe
assolam, assim, como os seus pontos fortes e pontos fracos para lidar com elas.
A outra ferramenta de gestão é o
método 5W2H que permite criar e organizar plano de ação dentro de uma lógica
composta por 7 perguntas que devem ser respondidas pela empresa e cujas
respostas servem de guia no planejamento estratégico.
Ambas ferramentas já estão
discutidas em postagens anteriores neste blog, as quais recomendo leitura para
complementar este tema. Com base no uso racional destas duas ferramentas de gestão somadas: Matriz Swot e 5W2H, e levando em consideração os princípios de um planejamento, entendo que a empresas que queiram planejar, possam organizar um bom planejamento estratégico, desde que conheçam bem o seu o próprio negócio e insiram as informações dele no uso destas ferramenta.
Esta postagem é fruto de uma
entrevista por mim concedida à minhas alunas a respeito de Conceitos, Práticas
e Tendências de Departamento Pessoal, sendo, os conceitos iniciais abordados na
videoaula anexa logo abaixo.
Contudo, como de hábito também transcrevo
um texto sobre as principais tendências de departamento pessoal ligadas a área
de RH que no vídeo acima abordei, portanto, vamos a elas:
FORMALIZAÇÃO DO PROJETO eSOCIAL:
O eSocial é um projeto do governo
federal que objetiva unificar o envio das informações trabalhistas,
previdenciárias, fiscais e sociais prestadas pelas empresas como empregadoras
em relação aos seus empregados, permitindo uma maior centralização,
interpretação e controle das informações por parte do governo. O eSocial faz
parte do SPED – Sistema Público de Escrituração Digital, e já está em
funcionamento para as relações entre Empregadores e Empregadas Domésticas, mas
para as relações entre os Empregadores e Empregados Celetista, ou seja, regidos
pela CLT está em fase de implantação entre Setembro de 2016 e o ano de 2017, dado
a complexidade das necessidades. Serão ainda inclusos neste controle também os
profissionais autônomos, estagiários, etc.
Assim, obrigações acessórias
feitas pelas empresa separadamente tais como o CAGED-Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados onde as empresas informam todos os empregados
admitidos e demitidos no mês corrente, para fins de controle da concessão do
Seguro Desemprego e a GFIP – Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações para
a Previdência Social, onde a empresa mensalmente emite os depósitos de FGTS dos
empregados para a Caixa Econômica Federal e em paralelo envia informações dos
empregados à Previdência Social mensalmente para fins de controle sobre as
futuras aposentadorias dos empregados e outras questões previdenciárias, serão fundidas
neste projeto do eSocial em arquivos digitais unificados. Outras obrigações
acessórias anuais das empresas como a RAIS – Relação Anual de Informações
Sociais para fins de controle governamental sobre a concessão do PIS e a DIRF -
Declaração de Imposto de Renda retido na Fonte, para fins de controle do
governo quanto aos pagamentos dos Impostos de Renda de cada pessoa física em
suas declarações individuais.
No eSocial também haverá uma
maior fiscalização governamental sobre o cumprimento de legislação trabalhista,
previdenciária e fiscal das empresas, pois, os cadastros dos empregados
referente a cargos, etc, bem como as tabelas, horários, e os eventos que são as
verbas pagas ou descontadas a estes em folha de pagamento salarial serão todos
padronizados nacionalmente e informados ao governo, assim, como informações
relativas à segurança e saúde no trabalho. Assim, com eSocial o Ministério do
Trabalho, o Ministério da Previdência Social, a Receita federal e a Caixa
Econômica Federal atuarão unidos no controle de todas as informações enviadas
pelas empresas a partir de um cadastro unificado e com um cruzamento dos dados.
Dentro deste contexto, o
Departamento Pessoal deve estar preparado para uma atuação mais dinâmica ainda
do que a já corrida dinâmica que atualmente já se acha, pois, as informações
embora unificadas, terão um maior peso, pois, um erro em uma repercutirá em
várias outras.
O fluxo de informações precisará
ser bem mais preciso, rápido e automatizado, não haverá possibilidade por
exemplo, de realizar admissões de empregados com preenchimento da documentação
formal apenas alguns dias depois da contratação.
Eventuais erros, dependendo do
caso, já terão notificações e multas geradas pelo próprio eSocial de imediato.
REGULARIZAÇÃO DO PROJETO DE TERCEIRIZAÇÃO:
É um projeto de lei 4330/2004 que
objetiva regulamentar a terceirização de serviços no país, que já foi aprovado
pela Câmara dos Deputados em 2015 e que atualmente está em trâmite no Senado
Federal. Trata-se um projeto polêmico, pois, embora traga alguns direitos novos
aos trabalhadores terceirizados, traz em especial a liberação para a
terceirização da área fim das empresas, ou seja, as suas áreas principais, indo
contra à Súmula 331 do TST – Tribunal Superior do Trabalho, que com isto tende
a ser revogada.
Atualmente no Brasil, grande
parte dos trabalhadores terceirizados tem sido prejudicados por algumas
empresas não idôneas que não realizam os depósitos de FGTS e descumprem outros
direitos trabalhistas, inclusive, algumas fecham sem pagar sequer os direitos
demissionais. Uma liberdade total de terceirização, pode levar muitos
trabalhadores da situação atualmente efetiva, para serem terceirizados por suas
empresas, mesmo atuando na área principal das mesmas.
Neste contexto, o departamento
pessoal precisa estar preparado para lidar com uma nova realidade onde poderá
atuar como um departamento terceirizado da empresa para qual unicamente preste
serviços e lidar com situações de empregados também terceirizados.
AUMENTO HOME OFFICE:
O trabalho em domicílio tende a
cada vez mais aumentar pelo sucesso desta iniciativa pelas empresas e por uma
maior aceitação entre os empregados pelas vantagens mútuas que traz.
Neste cenário, o departamento
pessoal necessita cada vez mais compreender este formato de flexibilização das
relações de trabalho e estar preparado para lidar com diversos trabalhadores em
regime de contratação de domicílio, que trabalham a distância diretamente em
suas residências em favor da empresa, mas que mesmo assim mantém as suas
condições de empregados.
Nobre leitor, você inicialmente
pode achar que este tema seja desinteressante ou aplicável apenas aos
profissionais de empresas,porém, posso
lhe garantir desde agora já no começo da leitura que independente da condição
que você ocupa: Profissional de RH, Trabalhador, Empresário, Estudante ou jovem
leitor, tenho a plena convicção de que você poderá enriquecer os seus
conhecimentos com esta leitura e me darás razão ao findar a leitura da mesma.
Para aqueles que já dominam o
tema, no avançar do texto, tenho certeza que de que ao menos aprofundarão o
conhecimento, inclusive, por que discutiremos que as gerações não se dividem
apenas por idades com alguns defendem, mas por outros fatores que serão
explicados adiante e que não podem ser uniformizados. Quanto aos demais
leitores, este texto poderá ajudar a entender os comportamentos entre as
pessoas das diferentes gerações, principalmente, no mercado de trabalho, seja
na condição de empregados, os chamados colaboradores nas empresas, seja na
condição de chefes.
Nestes últimos anos muito se fala
sobre a divisão das pessoas a partir de categorias separadas por gerações que
buscam separar e uniformizar as tendências de comportamentos das pessoas de
acordo com cada grupo de gerações segundo os anos de nascimentos de cada grupos
delas.
Aos profissionais de RH, cabe
estarem atentos a estes estudos que são muito úteis para o desenvolvimento das
estratégias de recursos humanos em prol do bom convívio e da produtividade
empresarial entre as diferentes gerações.
Porém, é de suma importância que
os profissionais de RH entendam que tais gerações e seus respectivos
comportamentos são apenas tendências, não se podendo em hipótese alguma
uniformizar um pensamento de que as literaturas sobre o tema apontam realidades
sólidas e indiscutíveis sobre comportamentos humanos em cada geração.
É temerário agir-se
genéricamente, crendo que alguém simplesmente por se enquadrar em uma
determinada geração, terá um comportamento idêntico aos demais membros da mesma,
quando na realidade o máximo que se pode ter como provável, e, portanto, nem
mesmo certo, é de que o comportamento deste no máximo se assemelhará a maioria
dos pertencentes à uma certa geração.
As próprias literaturas sobre as
gerações não apresentam consensos em todos os seus estudos, principalmente no
que se referem às datas que dividem cada geração por anos de nascimentos.
Recentemente presenciei a defesa
por uma colega de curso da sua dissertação de mestrado em educação no qual
também sou aluno, onde chamou-me muito a atenção além do tema e da boa
apresentação dela, na qual, inclusive, foi aprovada pela banca de professores
de avaliação, a apresentação sobre a posição dos autores Oliveira, Piccinini e
Bitencourt (2011).
Estes autores endossam um pensamento
que eu já defendia e que fecha com a idéia defendida nesta postagem, segundo os
mesmos autores o marco cronológico, ou seja, os grupos de datas de nascimentos
das gerações em separado, consiste em um simples ponto referencial, não podendo
ser utilizado como delimitador das formas de agir de um grupo etário, ou seja,
pode até apontar algumas tendências comportamentais, mas jamais a uniformização
de tais comportamentos.
Os autores ainda definem que “Considerar que
todos os jovens que nasceram em determinado período pertencem a um único grupo
como tem sido caracterizada a Geração Y é esquecer as diferenças regionais e
desigualdades sociais da juventude brasileira”.
Aprofundando-me ainda mais no
pensamento dos autores que endossam a minha opinião, em pesquisa realizada li a
obra realizada pelas autoras Cíntia Medeiros e Regina Ogusku em um seminário,
que consta postado no endereço eletrônico na internet,http://www.ead.fea.usp.br/semead/15semead/resultado/trabalhosPDF/55.pdf.
Neste trabalho realizado pelas
duas pesquisadoras constato novamente que os próprios autores citados ainda alertam
sobre o equívoco causado pelo fato do conceito de geração Y ter sido juntado aos
estudos no Brasil sem levar em consideração a contextualização das
características dessa geração no país, pois, a realidade de cada nação é
diferente.
Segundo os autores citados
existem estudos que apontam
para a existência de diferenças entre as juventudes, principalmente em relação à
qualificação, oportunidades e dificuldades na inserção no mercado de trabalho.
Os autores defendem, ainda, a idéia de que “Alguns poderiam se enquadrar neste
perfil [da geração Y], mas trata-se de uma minoria frente à grande maioria de
jovens que, apesar da existência de redes sociais, internet, enfim tecnologias
que deveriam aproximá-los deste modelo, por vezes reforçam a distância que se
pretende eliminar”.
Após estas leituras de pesquisas
e de pareceres de autores estudiosos no assunto sobre a geração Y no Brasil,
entendo, que agora que o meu ponto de vista esteja fundamentado em pilares de pesquisas,
o que me faz crer agora com ainda mais profunda segurança que tal ponto de
vista, realmente se trata de minha posição fundamentada e não uma idéia sobre o
assunto.
Ou seja, minha posição é de que
universalizar o conceito das gerações, inclusive, da geração Y, se trata de um
verdadeiro erro, pois, desconsidera as diferenças regionais, sociais e
culturais de cada país, não se podendo, portanto, uniformizar os comportamentos
de cada geração.
No entanto, entendo que devemos
tratar os estudos das gerações como tendências sem universalização, ou seja,
sem uma uniformização rígida, e sob este olhar definirmos estratégias de
recursos humanos consistentes para o bom convívio entre as mesmas. Jamais fui
contra os conceitos das gerações, mas tão somente à uniformização rígida na
interpretação do deles em termos de comportamentos, pois, é indiscutível que muitos dos estudos por estes
conceitos trazidos tem aplicação prática.
Fechada a fundamentação da minha
posição sobre o conceito das gerações, vamos agora abordar o tema a partir de
estudos que vem sendo realizados. Para se entender de como trabalhar com o
conceito das gerações nas estratégias de RH, além da questão de tratá-las como
tendências e não como uniformizações, precisamos nos ater a entender a
diferença existente entre elas.
Segundo os estudos as gerações
podem ser divididas em grupos separados por períodos de nascimentos dos
ocupantes de cada geração.
Não existe um consenso universal
na literatura que padronize os anos de divisão de cada uma das gerações, mas
sim de que não haja uma grande distância entre eles. Para isto, estarei usando
a abaixo a divisão proposta pela Ateliê Pesquisa Organizacional retirada de um
texto que li quando participei de meu MBA em gestão de pessoas.
No entanto adaptei em parte da
pesquisa a minha linguagem incluindo nela a geração Z, que vem mais
recentemente sendo conceituada e pesquisada.
Nascidos
nos Anos
Chamados
de Geração:
Principais
Comportamentos em uma Empresa
Até 1945
Tradicionais
Gerações que passaram pela 2ª Guerra Mundial,
sobreviveram e ajudaram a reconstruir o mundo. São práticos, dedicados,
gostam de hierarquias rígidas, ficam bastante tempo nas mesmas empresas e sacrificam-se
para atingir seus objetivos.
1946 a 1963
Baby Boomers
São os filhos do pós-2ª Guerra Mundial que
lutaram pela paz, não passaram pelo mundo destruído como a geração
anterior,e, mais otimistas puderam pensar
em valores pessoais e boa educação para os seus filhos. Tem relações de amor
e ódio com os superiores, são focados e preferem agir em consenso com os
outros.
1964 a 1979
Geração X
Vivenciaram uma maior qualidade de vida e de
liberdade no trabalho e nas relações. Podem usar das tecnologias de
comunicação para tentar equilibrar a vida pessoal e o trabalho. Mas como
enfrentaram crises do desemprego, também se tornaram céticos e
super-protetores.
1980 a 1994
Geração Y ou Geração Millennials (Geração do Milênio)
Num mundo relativamente estável cresceram em uma
década de valorização intensa da infância, com internet, computador e
educação mais moderna que as gerações anteriores. Ganharam auto-estima e não
se sujeitam a atividades que não lhe fazem sentido em longo prazo. Sabem
trabalhar em rede e lidam com autoridades como se eles fossem um colega de
turma. Se adaptaram bem a chegada das tecnologias.
A partir de 1995
Geração Z (não faz parte da pesquisa, inclui por
outros autores)
É uma geração que cresceu juntamente com as
tecnologias sendo cada vez mais digital, é extremamente familiarizada com as
tecnologias. É adepta ao acesso constante e intenso à internet não só através
der computadores convencionais, como também, por tablets, telefones celulares
convencionais, ipods, ao manuseio de arquivos MP3, vídeo games de última
geração. Participam super ativamente de redes sociais como facebook, myspace
e twitter. Tendem a ter um pensamento excessivamente rápido e objetivo e ter
capacidade para fazerem várias atividades ao mesmo tempo.
A pesquisa citada aponta um
cenário mundial que tenta universalizar os comportamentos humanos conforme cada
uma das gerações, o que discordo, no entanto, usando estas como apenas tendências
comportamentais podemos assim usar a mesma na prática profissional.
Um cenário ideal seria no mínimo
adaptarmos a pesquisa ao cenário brasileiro, e até quem sabe ao cenário de cada
estado ou mesmo de cidades do Brasil, mas ainda existem muitas carências de
estudos neste sentido, e assim, devemos nos basear pelas características
mundiais até que futuramente evoluam as pesquisas mais regionalizadas.
Um erro grave de interpretação
das gerações que tenho presenciado com grande constância, inclusive, por parte
de alguns profissionais de RH, é de se caracterizar as gerações de acordo com a
idade de cada pessoa, trata-se de um erro grotesco, pois, as gerações não
mudam, são inflexíveis dentro de cada grupo.O fato de você fazer aniversário nunca lhe tirará da geração a que você
pertence, pois, os grupos de geração são classificados por anos e não por
idades.
Assim, uma geração nunca retorna
para traz e nem avança para frente por idade, mas sim, se mantém sempre eternamente
dentro de um mesmo grupo, o que realmente ocorre é que surjam futuramente
outros grupos, como é o caso do grupo da geração Z que surgiu mais recentemente
e que acrescentei no trabalho da pesquisa.
Definir as gerações por idades
nos levaria ao absurdo de achar que alguém da geração X ao ficar mais idoso, um
dia simplesmente se enquadraria na geração tradicional, algo incoerente, pois,
jamais ele teria vivenciado os fatos daquela época como a 2ª Guerra Mundial por
exemplo.
Enfim, o que define a
característica de uma geração não é a idade que, inclusive, muda anualmente com
o aniversário das pessoas, mas sim o ano de nascimento e por conseqüência os
acontecimentos sociais, políticos, econômicos e mundiais daquela época.
A seguir segue um quadro
comparativo que eu mesmo montei sobre algumas das maiores tendências
comportamentais humanas que diferenciam os profissionais que pertencem ao grupo
da geração X e Y (também conhecida como Geração Millennials), segundo leituras por mim realizadas.
Principais
Diferenças entre algumas das maiores Tendências comportamentais das Gerações X e Y nas
relações de trabalho
Geração
X
Geração
Y ou Millennials
Valorizam o trabalho duro muitas vezes abrindo
mão da qualidade de vida.
Valorizam o trabalho adequado que permita
compatibilizar o mesmo com a qualidade de vida.
Valorizam a segurança no emprego.
Aceitam novas oportunidades profissionais, mesmo
que nem sempre seguras.
Fidelizam a empresa querendo ficar numa única por
muitos anos.
Fedelizam a empresa enquanto esta estiver de
acordo com as suas expectativas e não hesitam em fazerem trocas independente
do tempo quando isto não ocorre.
Aceitam moderadamente a inovação.
Buscam rapidamente a inovação.
Tem paciência para lidar com ritmos lentos de
trabalho e de tomadas de decisões.
São impacientes para lidar com ritmos lentos de
trabalho e de tomadas de decisões.
Aceitam mais moderadamente o trabalho em equipe.
Aceitam mais rapidamente otrabalho em equipe.
São moderadamente competitivos.
São bastante competitivos.
Aceitam um ritmo moderado para ascensão
profissional.
Aceitam apenas um ritmo rápido para ascensão
profissional.
São muito meticulosos.
São muito versáteis.
Tendem a ser mais conservadores usando as
experiências do passado para gerar maior segurança.
Tendem a ser mais agressivos preferindo
substituir as experiências do passado por desafios mesmo que os ponham em
situações que reduzam a segurança.
Aceitam hierarquias rígidas.
Aceitam apenas hierarquias flexíveis.
Aceitam a criatividade moderada.
Buscam plena criatividade.
Conhecem a Tecnologia conforme as suas necessidades.
Conhecem as tecnologias acima das suas
necessidades.
São moderadamente comunicativos.
São excessivamente comunicativos.
São realistas quanto ao tempo e quanto a realidade
cada situação.
São imediatistas e excessivamente autoconfiantes.
São menos ambiciosos.
São mais ambiciosos.
Comunicam-se mais pessoalmente ou por telefone.
Comunicam-se mais por e-mails e por comunicadores
instantâneos.
São menos objetivos e indiretos na comunicação e
usam palavras completas.
São mais objetivos e diretos nas comunicações e
usam palavras abreviadas.
São menos questionadores.
São muito questionadores.
Tem desejo moderado de subirem na carreira.
Tem desejo agressivo de subirem na carreira.
Assim cabe aos profissionais de
RH entenderem bem a todas estas tendências e criarem estratégias de recursos
humanos consistentes para o bom convívio e a real produtividade nas relações de
trabalho entre as diferentes gerações dentro de uma empresa.
Segundo alguns destes estudos
feitos nas empresas dos Estados Unidos pela CIO(EUA), a geração Y tende a agir
como se salários altos, promoções rápidas e horários de trabalhos flexíveis não
fossem um benefício das empresas, mas sim um direito desta geração.
Esta geração tende a se envolver
em conflitos com as demais gerações anteriores, principalmente, pelas
diferenças do estilo de comunicação, pois, são mais objetivos e diretos nas
suas palavras, sendo muitas vezes vistos como grosseiros.
As diferenças de expectativas com
relação às gerações anteriores, também é um ponto de discórdia, pois, a geração
Y é mais questionadora de seus direitos, sendo muitas vezes vista como
insubordinada, e tem uma impaciência maior com a lentidão, reivindicando ações
mais rápidas nas estratégias das empresas, principalmente no que se refere à
tomada de decisão e a gestão de carreiras.
Outro fator importante, é que os
trabalhadores pertencentes à geração Y facilmente pedem demissão de uma
empresa, caso não vejam nela a possibilidade de alcance de suas expectativas,
não hesitando em abrir mão dos direitos trabalhistas de uma demissão normal.
Este fator aumenta a rotatividade empresarial.
Esse conflito entre geração Y
para com as demais gerações anteriores se não prevenido, e se sequer
administrado, com certeza leva as empresas a consideráveis perdas de
produtividade e a um mau clima organizacional.
Com o avanço das relações de
trabalho, a maioria das empresas vem precisando contar com colaboradores
oriundos de diferentes gerações, não sendo possível contar com apenas
colaboradores de uma única geração em seu quadro funcional, o que mesmo que
ocorresse não significaria um avanço de produtividade pela suposta redução de
conflitos, mas sim, numa pobreza de idéias e experiências resultantes de um
time sem a diversificação da composição por profissionais de diferentes
gerações.
Então como criar estratégias de
RH que permitam um bom convívio entre as diferentes gerações e que possam
colher os resultados positivos da soma delas? É uma questão que embora de
complexa aplicação, é perfeitamente possível num RH estratégico.
Vamos a elas, que caberão ao
profissional de RH liderar e promover:
- Realizar periodicamente
capacitações sobre as gerações e as suas diferenças, envolvendo times de
empregados de cada uma delas, isto fará com que a maioria se conscientize e
aprenda a lidar com a diferença de cada um;
- Trabalhar cada geração a partir
das constantes capacitações sobre a melhor forma de lidar com cada geração
diferente, abrangendo, entre outros assuntos, principalmente o estilo de
comunicação e de expectativas;
- Utilizar nas capacitações
diferentes metodologias de treinamento e de desenvolvimento de pessoas,
misturando aulas expositivas dialogadas mais aceitas pelas gerações anteriores
à geração Y, como também o TEAL, treinamento experiencial ao ar livre e o EAD –
ensino à distância mais aceitos pela geração Y, assim como dinâmicas de grupos
que já vem sendo aceitas por ambas gerações.Procurar sempre que possível realizar turmas mistas de cada geração para
favorecer a integração entre elas e criar maiores laços afetivos;
- Implantar na empresa um plano
de benefícios flexíveis que permita que cada empregado faça algumas escolhas
dos benefícios que lhe interessa, pois, ao passo que um seguro de vida tenda a
ser menos importante para um empregado da geração Y, para os empregados das
demais gerações anteriores tende a ter uma maior importância pela segurança que
traz;
- Desenvolver na empresa um
programa de gestão por competências, assim, a velocidade do alcance das
competências para futuras promoções dependerá da rapidez e interesse de cada um
e de cada geração, pois, na gestão por competências o empregado também imprime
a velocidade que quer a sua carreira a partir da participação em capacitações e
no ensino formal. Assim os empregados podem não só ascenderem
profissionalmente, quanto salarialmente de acordo com o alcance de suas
competências;
- Implementar na empresa uma
política que favoreça o horário flexível, desde que o empregado atinja a
produtividade imposta pela empresa, isto, pode ser dar, inclusive, de forma
legal por meio da adoção do sistema de banco de horas acordados com o sindicato
profissional;
- Criar uma política de
comunicação corporativa que misture o uso de diferentes canais de comunicação
pelo uso de e-mails, comunicadores instantâneos como o skype, por exemplo,
intranet e site, preferidos pela Geração Y, com folders, murais e jornais
informativos como preferem as demais gerações anteriores;
- Nas áreas em que for possível
permita o trabalho remoto, por exemplo, à domicílio por conexão à internet;
- Inovar constantemente as
tecnologias da empresa, mantendo softwares
atualizados, microcomputadores e impressoras avançadas e em paralelo a isto realizar
programas de capacitação para uso destas tecnologias pelos empregados,
principalmente os das gerações anteriores à geração Y e Z;
- Fazer com que o diálogo seja a
primeira regra dentro da empresa para administrar um conflito e sempre tentar
prevenir conflitos, assim como evitar a sua repetição solucionando a raiz dos
problemas;
- Favorecer um ambiente de
trabalho que permita desafios profissionais e chances de ascensão profissional,
criando-se um plano de carreira na empresa;
- Realizar intensa capacitação e
desenvolvimento das lideranças sobre como lidarem os membros da geração Y e Z;
- Criar um plano de idéias que
reconheça, premie e implante as idéias viáveis que reduzam custos, desperdícios
e que aumentem a produtividade e as vendas;
- Elaborar programas de retenção
de talentos com estratégias de endomarketing, gestão do clima organizacional e
de planejamento e monitoramento constante das políticas de remuneração e de
benefícios, mantendo no mínimo a compatibilidade com o mercado;
- Se possível eliminar as paredes
dos escritórios deixando o ambiente mais amplo, igualitário e favorável ao
diálogo, incluindo, na mesma sala tanto chefias, como subordinados e
estagiários;
- Deixar a hierarquia mais
flexível e dentro de uma política de portas abertas ao diálogo igualitário;
- Atualizar-se constantemente
sobre as novas tendências comportamentais das gerações, e ver estas sempre como
apenas tendências e não como uma regra absoluta onde todos os comportamentos
dos ocupantes delas fossem universalmente iguais.
Entendo que com estas dicas e num
espírito de RH estratégico seja perfeitamente viável estabelecer condições que
favoreçam uma boa convivência entre as diferentes gerações, com redução de
conflitos e com um notável aumento da produtividade, assim como uma redução
rotatividade pessoal, especialmente, dos profissionais pertencentes à geração
Y.
Além disto, os profissionais de
RH já devem começar de imediato a se preocuparem com a recente chegada de mais
uma geração ao mercado de trabalho, a geração Z que já nasceu e cresceu com os
avanços da tecnologia e com o contato direto com ela e com a internet.
Esta uma geração marcada pela inserção
digital, pois, ao oposto geração Y que aprendeu a conviver bem com a
tecnologia, estes já nasceram convivendo com ela.
Aos pertencentes das gerações anteriores às gerações Y e Z, cabe aprenderem a conviver com ela, inclusive, não só aceitá-las, como também aprofundar cada vez mais os seus conhecimentos, principalmente, tecnológicos evitando de ser tratado com um dinossauro (antigo) no mercado, nos conhecimentos tecnológicos e no convívio com as diferentes pessoas.
Esta postagem objetiva trazer uma
reflexão na busca pela quebra de um
paradigma de que este tema se aplica
apenas aos jovens e adolescentes que ainda não se decidiram quanto a sua
futura profissão.
Muito embora seja este público o
maior envolvido com o tema, isto não significa que pessoas de outras faixas
etárias, inclusive, diversos profissionais não necessitam entender deste.
Quando era gestor de RH, ao realizar consultoria interna, diversas vezes lidava
com profissionais na empresa de diversas idades e cargos frustrados, muitas
vezes até pensando em trocar de área.
Noutras situações em minha vida
acadêmica como professor lidei com casos de diversos alunos desmotivados com o
atual emprego, mas que não sabiam ao certo para que área migrarem e alcançarem
a satisfação profissional. Estes exemplos citados demonstram
que este tema precisa quebrar o paradigma atual, e que pessoas de diferentes
idades e profissões, se refletirem neste, podem com certeza reconduzir com
sucesso e satisfação às suas carreiras.
Mesmo os mais experientes
profissionais de RH, pedagogos e psicólogos, precisam ter uma plena ciência da importância da orientação vocacional
para através dela ajudarem aos seus clientes de como conduzirem as suas
carreiras.
Uma parte da frustração profissional decorre da falta de opções de emprego num
mercado tão
Imagem Juliano Correa da Silva
acirrado, fato este que muitas vezes leva alguns profissionais a
trabalharem numa área que não gostam, mas noutros casos decorrem também da falta de participação de uma orientação
vocacional antes do começo da carreira. Quem nunca ouviu falar de algum
caso de que uma pessoa cursou uma faculdade e depois mudou de profissão por não
gostar da área em que se formou, ou de outros tantos casos de alunos que fazem
um certo curso de faculdade e trocam no meio do mesmo para outro,havendo, inclusive, casos extremos de trocas
de cursos pouco antes das últimas disciplinas para a formatura, ou seja, há um
ano ou menos do final de um curso superior de 4 ou 5 anos.
No que se refere ao profissional
de RH, o domínio de técnicas de
orientação vocacional, tende a ser útil em reestruturações organizacionais de empresas, onde haja espaço para
adequar internamente o profissional certo no cargo certo. Isto pode se dar
através de um planejada política de
promoções e transferências de cargos, assim, como também, por um bem
articulado programa de recrutamento
interno. Nestas técnicas tanto o
profissional de RH como o cliente, no caso, o colaborador, precisam ter uma
conscientização sobre a importância da orientação vocacional.
Vamos então à algumas dicas básicas:
- Reflita sobre que área de
estudo você mais gosta e qual a que menos gosta;
- Pessoas que gostam de números e lidar com constante raciocínio lógico, tendem, por exemplo,
a terem sucesso nas áreas de engenharia,
matemática, informática, contabilidade,
etc;
- Quem gosta de falar em público, tende a se dar bem
nas áreas comercial, marketing, relações
públicas, recepção, etc;
- Pessoas que gostem de refletir, ler e pesquisar, tendem a se dar bem como advogados, professores, pesquisadores,profissionais de departamento pessoal, etc;
- Pessoas com espírito de aventuras tendem a se dar
bem como empreendedores, bombeiros, motoristas de viagens, turismólogos, etc.
Na realidade estas dicas apresentam apenas tendências, pois, existem casos de
pessoas que mesmo sem a total afinidade carismática com certo tema, conseguem
lidar bem ele, aprendê-lo e dominá-lo, ainda que sem total paixão, mas mesmo
tendo ao menos a parte dela necessária para o exercício da profissão.
Eu como você leitor, com certeza
já ouvimos alguém dizer que não gosta de trabalhar no comércio como vendedor,
por exemplo, mas por uma necessidade particular atua nesta área há muito tempo
com sucesso, alcança as metas propostas pela sua loja e tem um bom trato com a
clientela.
Na realidade a orientação
vocacional é um processo que nos permite um autoconhecimento de nossas
tendências às aptidões profissionais, que nos permite uma maior chance de
acerto e de satisfação na futura profissão ou para a troca da atual.
No entanto, isto por si só não é
garantia de felicidade profissional plena, existem, por exemplo, professores
com paixão pela docência e a fazem com extrema dedicação, mas por outro lado,
mesmo sem deixar isto repercutir negativamente na sala de aula, fora dela por
vezes, estão tristes com a desvalorização pública desta profissão tão digna e
importante.
Você pode por outro lado estar
verdadeiramente contente com um salário muito bom e ótimas condições de
trabalho, mas insatisfeito com as tarefas que executa, ainda que as faças bem.
Neste item o que precisasse é
tentar-se encontrar um ponto de
equilíbrioentre a satisfação e a
necessidade e em cima dele trabalhar. Dentre os maiores desafios dos
profissionais de RH estão estes, encontrar e conscientizar um ponto de
equilíbrio para a diversidade de colaboradores da empresa tentando buscar um
meio de motivá-los, seja no cargo atual, seja em cargos futuros. No entanto, a orientação vocacional é ferramenta chave
nisto.