quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Empreendedorismo Parte 2: Como ser um Empreendedor no seu próprio Emprego?

Como já vimos na postagem anteriormente aqui publicada intitulada como “Empreendedorismo: Como ser um Bom Empreendedor nos Negócios?”, existem várias vertentes (tipos) de Empreendedorismo, na outra publicação tratamos do Empreendedorismo Tradicional focado aos negócios e agora vamos abordar o Empreendedorismo Organizacional também chamado de Empreendedorismo Corporativo.
Este tipo de empreendedorismo é aquele que decorre da capacidade de alguns profissionais de terem a competência de serem empreendedores dentro do ambiente empresarial agindo como agentes de mudanças trazendo melhorias e inovações.  Estes profissionais são criativos, autônomos e tomadores de decisões rápidas, pensadas e em sua maioria corretas. É atualmente um conceito chamado de intraempreendedorismo.
O profissional intraempreendedor é uma pessoa com iniciativa e que está sempre procurando oportunidades dentro da empresa como meio de crescimento, aproveitando todas as chances que aparecem, mesmo as mais difíceis ou menos perceptíveis.  Este profissional tem grande facilidade de se destacar dentro de uma empresa, consegue promoções rapidamente pela sua postura proativa de resolver e prevenir problemas, mesmo antes de ser solicitado.
É uma profissional que age expandindo a sua área de atuação com ética, respeitando os espaços dos demais, sem derrubar ninguém, mas ocupando os espaços que percebe que estão em aberto, carentes de melhorias ou correções.

Assim, quem tem este perfil, se é contratado para ser o Gestor de Departamento Pessoal, e percebe,
Imagem Juliano Correa da Silva
que na empresa ainda não exista um RH, começa a construí-lo por sua iniciativa própria e criatividade, sem se importar de ainda não estar recebendo para isto, pois, já sabe que como conseqüência, tende a ter um reajuste salarial e um crescimento funcional em termos de status profissional.
O empreendedor calcula e corre riscos, assim, um profissional com este perfil não hesita em aceitar uma promoção ou uma transferência de unidade se os riscos de sucesso superarem os de fracasso, pois,  ele calcula os riscos e cria mecanismos para reduzi-los e vê a oportunidade como um desafio a ser conquistado.

Trata-se de um profissional persistente, obstinado por bons resultados e por desafios contínuos, que sempre procura agir com eficiência e eficácia encontrando formas de realizar ações cada vez melhores, mais ágeis e mais produtivas, sempre procurando superar os padrões e as expectativas nele depositadas.  Se a meta feita pela empresa para ele é de criar um departamento, ele procura criar uma filial, se esperam que ele apenas reduza custos, ele busca também aumentar lucros. Ele vê as barreiras como desafios superáveis e trata de removê-las com bom senso e ética.

Um empreendedor está sempre pensando, ele não para nunca, é adepto do pensamento de melhoria contínua em sua área, em sua formação e em si como pessoa. Logo, ele não para de estudar e se atualizar nunca, é adepto da educação continuada e de estar sempre aprendendo. Quando está cursando um MBA, já está pensando num mestrado futuro.
Tem um alto controle dos processos que estão sob sua responsabilidade, pois, cria e mantém indicadores de performance da sua área, trabalha em equipe com pares e subordinados e com um forte senso de liderança, empatia e transparência mantém todos ao seu lado. É um profissional responsável, quando acerta ou erra assume, e comprometido, se necessário e possível for não hesita em aumentar seu volume de trabalho.
É um profissional persistente e corajoso que transforma obstáculos em desafios vencíveis, que transforma barreiras em oportunidades, está sempre munido de estratégias bem pensadas e formuladas.
Procura sempre começar e concluir seus trabalhos, planeja e organiza tudo o que faz, tem consciência de quando e como suas ações impactam no cliente, pois, tem foco nele. Conhece bem o negócio da empresa, pois, tem visão holística (do todo) e sistêmica (o que uma parte do negócio afeta a outra por serem interdependentes e integradas).
Fixa, monitora e supera metas e toma decisões rápidas e na maioria corretas para atingi-las, é convincente na busca de apoio, inclusive, dos seus pares e superiores, sempre tem uma justificativa pronta para um pedido, aos subordinados não manda, mas sim o influencia.
Une forças com pares, superiores e subordinados de modo premeditado para alcançar seus objetivos os quais tem autoconfiança e autonomia para conquistá-los por mais difíceis que sejam.
Assim, ser um empreendedor organizacional requer  muita ação, dedicação, foco, persistência, empatia, trabalho em equipe, liderança e principalmente estratégias, se você ainda não tem isto, basta ter o principal, ou seja, a vontade e ir atrás, pois, todos os que conseguiram ter este perfil começaram por ela e pela ação a partir dela.