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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Treinamento de Integração

O Treinamento de Integração, também conhecido como Treinamento de Ambientação, é uma das principais estratégias de T&D, e como o próprio título diz objetiva ambientar o novo empregado como colaborador da empresa que o contrata, a fim de que se baixe a natural ansiedade, dúvidas, insegurança de quem ingresse numa empresa, além de se permitir uma maior descontração da novo integrante.
Trata-se de uma forma de recepção formal e educativa gerenciada pela área de RH que favorece a socialização do novo empregado da empresa frente e ela própria, seus colegas e aos desafios da cargo que será por ele ocupado, tendo como uma das principais vantagens a redução do tempo de adaptação do empregado à empresa como um todo, favorecendo a sua maior e melhor produtividade, bem como o aumento da sua chance de retenção da empresa pela boa imagem e organização que o treinamento de integração transfere.
Ainda que com as grandes vantagens trazidas por esta forma de treinamento somada a sua facilidade de implantação e de gerenciamento, o treinamento de integração, não ocorre em nem todas as empresas, pois, há quem entenda dentro de uma visão pessimista e pequena, que o tempo necessário ao mesmo atrapalha a imediata disponibilidade do empregado, bem como, ainda gera custos desnecessários pelo pagamento de salários neste período. Sem dúvida alguma este pensamento é absolutamente errôneo, pois, ao oposto o treinamento de integração amplia a produtividade, visto que, um empregado bem integrado é mais produtivo, pois, com menor ansiedade e insegurança, somado a uma maior informação, é mais apto a produzir de forma consciente e focada.
Portanto, contratar um empregado e já lhe colocar de cara no cargo, é um erro, que aumenta muito as chances de erros, desperdícios, descumprimento de normas, inseguranças, ansiedades, acidentes do trabalho, retrabalhos, dúvidas, desinformação e uma grande série de outros problemas ligados a carência de treinamento do novo empregado, inclusive, de sua própria demissão ou mesmo pedido dela.
O custo do salário se paga pelos resultados certeiros que o programa de treinamento integração traz à empresa, pois, na realidade é uma forma de investimento. Além disto, o programa é de simples aplicação e com tempo de duração relativamente curto variando entre 1 manhã até 3 dias em médias, dependendo das necessidades de cada cargo.
O treinamento de integração deve ser ministrado já no 1º dia de admissão do empregado, não sendo recomendável com muitas empresas ainda usam, fornecer o mesmo apenas quando houver nº suficiente de empregados novatos para a formação de uma turma, ou mesmo, para quando uma eventual correria finde, pois, em ambos os casos o novo empregado começaria a trabalhar com bem maiores chances de errar e sem poder usufruir das vantagens que o treinamento de integração lhe traz desde o 1º dia. Certamente há situações de exceção em que o melhor caminho seja atrasar o treinamento, mas apenas por um tempo curto e ainda assim com maior acompanhamento do novo empregado por sua chefia, como ocorre em casos de demissões inesperadas que levam a admissões emergenciais.
Eu ministrando um Treinamento de Integração
O método de apresentação usado envolve além da apresentação do um vídeo institucional da empresa, também a apresentação expositiva por parte de um ou mais instrutores essencialmente sobre os seguintes programas de conteúdos:
Normas Gerais: Regras para o uso dos computadores, impressoras, telefones e demais recursos da empresa,  assim, como para atendimento do celular pessoal do empregado em horários de trabalho. Normas para o uso do crachá de identificação e de uniformes, cumprimento de horários, intervalos e de tempo tolerâncias para registro do cartão ponto quanto a atrasos ou realização de horas extras. Regras de conduta entre os empregados entre si e para com chefias, clientes, fornecedores, etc, e políticas disciplinares da empresa para aplicação de sanções disciplinares como advertência, suspensão ou mesmo de demissão com justa causa a empregados infratores das normas. Proibição do Assédio Moral e Sexual nas relações de trabalho e formas de denúncia ao seu eventual acontecimento para a empresa e de uso de EPIS, equipamentos de proteção individual.
Políticas da Qualidade: caso a empresa possua programas da qualidade como ISO 9001/2015, 5 S, PNQ, entre outros, o empregado deve ser integrado nos mesmos para poder cumprir os requisitos destes.
Políticas de Benefícios e de Carreira: os benefícios cedidos pela empresa devem ser explicados em detalhe, a fim de que o empregado saiba como aproveitá-los bem, e ao mesmo tempo não precise buscar informações básicas em seu uso depois que já estiver envolvido com suas tarefas. Assim explicar-se como funcionam os créditos para Vale Transporte, o uso do Créditos de Vale Refeição, Alimentação ou ambos, Plano de Saúde, etc, são fundamentais. As políticas relacionadas as chances de carreira do novo empregado também devem ser apresentadas.
Demais Políticas: que envolvam processos de trabalho, trabalho em equipe e com lideranças, tarefas do cargo, etc.
A empresa deve ainda apresentar os principais aspectos de sua Cultura Organizacional, bem como a Missão, Visão e Valores que fazem parte das suas premissas para que o recém contratado com elas contribua.
O ideal é ainda reservar um tempo durante o treinamento de integração para um Coffee Break que permitirá um momento de socialização entre os participantes e principalmente para não tornar o treinamento exaustivo permitindo uma pausa.
Outro ponto fundamental é a realização de um passeio guiado por todas as instalações da empresa apresentando os processos, colegas, gestores, áreas de convivência (banheiros, refeitórios, estacionamentos, salas de descanso, relógio ponto, etc) e também das áreas de risco de acidentes ou de contaminação e as formas de evitá-los.
É importante ainda que todos ou ao menos alguns dos gestores visitem o evento e se apresentem dando boas vindas aos novos empregados.
Outra dica importante é realização de uma Dinâmica de Grupo na abertura do treinamento de integração realizando um quebra gelo inicial entre os participantes, podendo-se ainda realizar-se outra ao final para marcar o encerramento do treinamento, porém, ambas dinâmicas devem ser de curta duração e focadas no aspecto integrativo dos participantes.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Como Trabalhar em Equipe ?

Ter competência para trabalhar em equipe é das questões que mais vem sendo exigidas dos colaboradores contratados ou mantidos pelas empresas estruturadas e que querem ter um diferencial competitivo junto ao mercado. É indiscutível aqui que o velho ditado que a união faz a força é totalmente adequado quando se fala em trabalho em equipe, muito embora, por incrível que pareça ainda existam pessoas que não sabem trabalhar em equipe e até algumas empresas inconscientes que não valorizam o trabalho em equipe, supondo que o esforço individual tem maior valor.
Ter competência para trabalhar em equipe é uma questão interna de cada pessoa de querer desenvolver em si mesma este espírito, porém, ter um ambiente para o trabalho em equipe depende, além da própria pessoa, da empresa a quem cabe valorizar esta forma de trabalho. Digo, que também cabe à empresa, pois, por mais absurdo que pareça, existem ainda diversas empresas que não valorizam o trabalho em equipe, algumas apenas discursam que valorizam sim sem provar isto na prática, outras nem isto, chegam até a assumir posturas erradas quanto às equipes.
Isto na realidade decorre da cultura organizacional de cada empresa, uma empresa, por exemplo, fundada sob alicerces egoístas e egocêntricos por seus fundadores, tende a manter e até valorizar isto na sua cultura organizacional, ainda que em diversas vezes não assuma esta postura abertamente, suas ações demonstram as mesmas. Se ao oposto a empresa foi fundada sob pilares coletivos e de humildade de conduta, isto tende a favorecer um ambiente para o trabalho em equipe.
Na minha vida profissional por vezes, ainda me deparo junto a alguns profissionais do mercado e a alunos confundindo o conceito de trabalho em equipe e trabalho em grupo, uns não compreendendo os mesmos, outros erradamente tratando-os como sinônimos.
O trabalho em grupo se distingue do trabalho em equipe, pois, este não necessita de todos os requisitos dela para funcionar. Um exemplo típico de trabalho grupal é a forma com que alguns nós quando alunos fazíamos na escola onde cada um fazia isoladamente uma parte do trabalho escolar, a quem dizíamos sua parte, e depois, o trabalho era unido. A comunicação em boa parte era superficial, os objetivos por vezes distintos, enquanto uns queriam uma boa nota, outros visavam tão somente a nota mínima para passarem de ano, outros por sua vez, nada faziam, não havendo assim uma cooperação total. Os conflitos, muitas vezes eram simplesmente estancados, não resolvidos, e a integração por vezes era tênue, na medida que havia reuniões parciais e corridas do grupo, somado a isto o trabalho escolar era visto como um obstáculo e não como um desafio.
Outros exemplos que podemos citar do trabalho em grupo, são os trabalhos nas linhas de montagem de uma montadora de automóveis, onde cada um faz a sua parte apenas, com uma comunicação limitada pelo foco exclusivo na tarefa que é o objetivo individual e separado de cada um.

Imagem duniaeojakarta.com


 
Trabalhar em equipe é bem o oposto disto, é na realidade fruto de um espírito de colaboração e de união que contagia positivamente a todos os membros da mesma. Podemos citar, por exemplo, times de futebol profissional e equipes médicas de cirurgia como áreas onde o trabalho em equipe tende a ocorrer com grande força e por vezes até de modo totalmente obrigatório, sob pena de impactar extremamente de modo negativo nos resultados.
Entretanto, trabalhar em equipe não depende exclusivamente da tarefa ou área na qual esta se desempenhe, mas sim de um espírito favorável ao trabalho em equipe por todos os participantes, ou menos a grande maioria deles e de um ambiente favorável a isto.
Então o que realmente significa trabalhar em equipe? Significa sim haver um espírito em si mesmo e nos demais integrantes da equipe que contribua para haja entre todos uma ação em favor do trabalho e do resultado coletivo.
Trabalhar em equipe implica na observação de diversos fatores, que são inevitavelmente presentes nas verdadeiras equipes que são, dentre outros:
- Trabalho com Pessoas: Toda a equipe é formada por uma soma de pessoas, no mínimo duas, não existe equipe formada por uma pessoa só;
- Comunicação: Numa equipe a comunicação flui bem, as informações são divididas entre todos, existe uma preocupação com isto e as falhas de comunicação são sempre corrigidas e sempre que possível evitadas. Uma equipe preza pelo diálogo e não pela discussão;
- Integração: Numa equipe existe uma boa integração entre seus componentes, eles se conhecem adequadamente, sabem e entendem as qualidades e defeitos de cada um, e todos se propõem a auxiliar com que cada um melhore cada vez mais. Uma equipe preza pela harmonia entre seus componentes, administrando os conflitos e sempre que possível prevenindo os mesmos, buscando ainda uma motivação e harmonia coletiva;
- Objetivos Comuns e Claros: Numa equipe todos tem o mesmo foco e caminham na mesma direção, inexiste uma divisão de cada um puxando para si ou para outro, mas sempre negociando em prol do lado coletivo e do rumo melhor para a maioria. Os objetivos são claros, compartilhados, conscientes e sempre dialogados e pactuados entre todos, a busca pelo resultado positivo em prol de todos é sempre o maior alvo;
- Desafios: Uma equipe é movida por desafios, procura vencer coletivamente os obstáculos, não desanima por eles, além, disto sempre procura novas melhorias criando desafios novos;
- Confiança: Numa equipe todos procuram confiar em todos, existe uma busca pela transparência das informações e das opiniões, os conflitos são tratados com a busca de uma solução amigável. Todas as posições, mesmo contrárias, são respeitadas e dialogadas, sempre com foco na conscientização;
- União de Competências: Numa equipe as competências de cada um se somam deixando a mesma mais forte e também se complementam, por exemplo, numa equipe médica de cirurgia pode existir a soma das competências de dois médicos e o complemento da competência de um enfermeiro;
- Cooperação: Numa equipe as pessoas cooperam umas com as outras, existe sempre um esforço coletivo para a ajuda mútua;
- Sinergia: Numa equipe a sinergia é forte e evidente, os resultados alcançados no todo são visivelmente maiores do que a soma das partes isoladas;
- Coesão e Sintonia: Numa equipe as pessoas são unidas em torno de um objetivo e possuem um sincronismo para alcançá-lo, se alguém estiver ficando para traz a equipe se preocupa em resgatá-lo, a meta é de todos irem à frente e não apenas alguns;
- Disciplina: Numa equipe existe uma disciplina criada, pactuada e respeitada coletivamente onde o nós supera o eu;
- Comprometimento: Numa equipe o comprometimento é coletivo, todos apóiam todos de modo envolvente e responsável, ninguém se escora nos demais;
- Responsabilidade: Numa equipe a responsabilidade pelos resultados alcançados ou não, são de todos, não existe acerto ou erro individual, mas sim coletivo;
- Busca Contínua pelo Aprendizado Coletivo: Numa equipe sempre existe uma procura por um aprendizado contínuo buscando sempre as melhorias seguidas, não só dos integrantes da equipe, como da própria empresa ou da causa a que pertencem.
E você nobre leitor já refletiu se sabe e prefere trabalhar em grupo ou equipe? Refletir é o primeiro passo para trazer a si mesmo a competência de trabalhar em equipe, e mesmo que já trabalhes neste espírito, a reflexão é sempre uma oportunidade melhoria contínua nesta sua competência.

domingo, 8 de julho de 2012

Folha de Pagamento Informatizada

A elaboração da folha de pagamento mensal é a principal atividade do Subsistema de RH chamado de Departamento Pessoal que consiste em calcular as remunerações dos empregados e os encargos sociais dela decorrentes. A folha de pagamento pode ser feita tanto de forma manual como informatizada e sua execução além de obrigatoriedade operacional para todas as empresas que possuam empregados (senão ninguém conseguiria receber seus salários) , é também de obrigatoriedade legal.
A Previdência Social, dentre outras obrigações legais, fixa que as empresas são obrigadas nos termos do art. 225 do Decreto nº 3.048/99 a:
- elaborar folha de pagamento mensal da remuneração paga, devida ou creditada a todos os segurados a seu serviço, de forma coletiva por estabelecimento, por obra de construção civil e por tomador de serviços, com a correspondente totalização e resumo geral, nela constando:
a)discriminados, o nome de cada segurado e respectivo cargo, função ou serviço prestado;
b)agrupados, por categoria, os segurados empregado, trabalhador avulso e contribuinte individual;
c)identificados, o nome das seguradas em gozo de salário-maternidade;
d)destacados, as parcelas integrantes e não-integrantes da remuneração,  os descontos legais; e) indicados, o número de quotas de salário-família atribuídas a cada segurado empregado ou trabalhador avulso.
Quando se atua na elaboração da folha de pagamento, é fundamental ter-se claro alguns conceitos:

- Evento: É um tipo de parcela que se divide em Provento quando se refere a um recebimento e de Desconto quando se refere um pagamento por parte do empregado.

Ainda quanto ao Evento quanto a sua forma de uso, ele pode ser do tipo hora, que significa que deva ser lançado (digitado ou importado) em quantidades, por exemplo 10 horas extras, ou tipo valor que significa que ele deve ser lançado por valores como comissões por exemplo.

O evento pode ser de forma variável (que pode variar quanto ao direito do empregado em receber a cada mês, como, por exemplo horas extras, comissões, que são devidos apenas se houver realização de trabalho em horário extraordinário e realização de vendas com alcance de metas, etc) e que por assim serem precisam ser lançados mensalmente ou de forma fixa, os chamados eventos fixos (que não variam quanto ao direito de recebimento em cada mês, são permanentes, como por exemplo, salário-base mensal, adicional de periculosidade se o risco for mantido, o que normalmente ocorre, etc). 

Assim sendo, os eventos variáveis são lançados a cada folha e os fixos, apenas na primeira de cada empregado e são mantidos salvos e parametrizados (regrados) para que a partir dali o próprio sistema de folha de pagamento os lancem automáticamente, evitando a repetição de digitações mensais que seriam iguais.

Em todas as folhas informatizadas você define isto no cadastro de eventos fazendo parâmetros para eles quanto a isto (regras). O lançamentos dos eventos na folha se dá através de códigos que o usuário digita ou importa, caso haja sistema de ponto eletrônico integrado. Os eventos também são conhecidos como verbas;

- Incidências: É a fixação dentro da folha de pagamento sobre em que incidirá cada imposto ou encargo (INSS, FGTS, IRRF, etc). Normalmente isto se faz definindo dentro do cadastro de cada evento se ele servirá ou não de base de cálculo (se o valor dele receberá aplicação do percentual) para cada imposto ou encargo;

- Remuneração: Não é apenas o salário, mas sim ele acrescido de todas os demais proventos como horas extras, adicional noturno, comissões, prêmios, etc;

- Adicionais: São eventos que se adicionam algum percentual, como por exemplo a hora extra que sofre um adicional de 50% ou 100%, o adicional de insalubridade que permite sai de um cálculo do salário mínimo percentualizado (10, 20 e 40%), adicional de periculosidade (30% sobre o salário base), adicional noturno (20% do valor da hora), adicional de tempo de serviço, os chamados anuênio(1 ano), triênio(3anos) e quinquênios (5anos) quando fixados por sindicatos para empregados com estes tempos de serviço na empresa e com incidência sobre o salário deles, etc;

- Variáveis: São eventos que variam, logo, não tem valor fixo, por exemplo, horas extras, um empregado pode fazer 10h num mês, 3 num outro e nada noutro, assim como o adicional noturno no que se refere as horas. As comissões também podem ter o valor variado conforme a quantidade de vendas do empregado e o alcance ou não das metas;
- DSR: É a popular abreviatura de descanso semanal remunerado (dias de descansos que precisam se pagos como por exemplo folgas e feriados). O DSR deve incidir sobre as variáveis também, ai você integra ele ao valor das mesmas através de um cálculo que futuramente postarei neste blog e neste caso você terá o evento DSR sobre Variáveis. Para empregados mensalistas (recebem o salário calculado por mês) DSR já faz parte do salário, ou seja, nele já está incluido, apenas empregados horistas (recebem o salário calculado por horas) o recebem separado;
- Encargos: São todos os impostos que da folha se geram, tais como Imposto de Renda retindo na Fonte (IRRF), Contribuições Sindicais, Previdência Social (INSS), FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço), etc;
- Parâmetros: São as regras de cálculo dados ao sistema através de parametrizações, algumas vem prontas com que ele enviadas pelo desenvolvedor, outras o usuário mais experiente cria e customiza às suas necessidades acrescentando as que já vem prontas;

- Integração de Sistemas: É o fato do sistema de folha de pagamento por exemplo, estar integrada ao de ponto eletrônico, quando assim é, você cadastra um empregado na folha e ele automáticamente se copia para dentro do sistema de ponto eletrônico, etc. Enfim ambos os sistemas de falam a aproveitam dados cadastrais uns do outros, além de trocarem informações e permitirem importações e exportações conforme ítem a seguir;

- Lançamentos: É a digitação ou importação dos eventos. Quando você trabalha com cartões pontos manuais, você precisa somar as horas extras, noturnas, faltas e atrasos dos mesmos manualmente e ai digitará a quantidade dentro da folha em cada código correspondente a estes eventos. Se ao contrário, você tiver um relógio ponto eletrônico com a folha integrado, esta vinculação permitirá que de dentro do software de ponto eletrônico você exporte a quantidade de tais eventos, por ele automáticamente calculados para dentro da folha de pagamento evitando assim a digitação, ou seja, a folha importa as informações que o ponto à exporta;

- Login: O login é de senha da folha, alguns sistemas ainda contemplam a necessidade de digitação do usuário, cada usuário é uma pessoa que tem acesso ao sistema e cada um tem o seu login. Isto além de evitar que pessoas não autorizadas acessem o sistema, permite que seja rastreado quem porventura errar numa folha pelo seu login. Contudo, o principal objetivo disto, é permitir que haja hieraquia técnica entre os usuários, havendo alguns, com acesso livre e total e outros com acesso restrito, ai neste caso, estes não podem alterar áreas restritas do sistema, pois, isto fica apenas a cargo da chefia ou usuários muito experientes;

- Fechamento de Folha: Significa a etapa final quando todos os cálculos já estejam conferidos, encerrados e já encaminhados, assim alteração alguma não pode ser mais feita, pois, por exemplo os salários já foram para o banco, etc;

- Versão: A maioria dos sistemas de informática, ou seja, softwares, sofre alterações de versões periódicas, seja em virtude de melhorias, seja em face de alterações decorrentes de mudanças de Leis que impactam nas rotinas destes. Portanto, versão, se trata de uma atualização de um software que no caso de folha de pagamento normalmente é de observância obrigatória por envolver diversas leis.
Na realização da folha, tanto as férias como a rescisões de contrato de trabalho são lançadas justamente para o fim da apuração de tais encargos, além das próprias remunerações. O 13º salário tem a sua 1ª e 2ª parcelas também calculadas no mesmo programa de folha.

É importante que o usuário tenha cuidados com todos os cadastramentos a serem feitos (empregados, sindicatos, horários, tipos de vales transportes, eventos, etc), pois, uma vez errados ou incompletos estes implicam em sérios erros na folha e trancamento de algumas atividades.

Atenção especial também se deve dar a atualização das tabelas de INSS (Previdência Social), Salário Família e IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) sob pena de todos os cálculos se darem errados e por consequência também o pagamento de tais encargos e impostos, implicando em multas futuras. Assim, sempre que o Governo altera tais tabelas estas devem ser também alteradas no sistema de folha de pagamento, assim, como o Salário Mínimo, pois se desatualizado, além de pagar menos para quem o recebe, implicará no cálculo errado do adicional de insalubridade sobre ele incidente.

Atualização ainda se faz necessária quando as passagens(tarifas) de ônibus sobem de preço, pois, isto implica no cálculo de Vale Transporte deixando o desconto a menor se permanecer indevidamente o preço antigo no cadastro. Da mesma forma o valor do Vale Refeição ou Alimentação quando o preço se altera.

Alguns sistemas de folha precisam ainda que o usuário atualize o nº de dias úteis e domingos e feriados de cada mês para o cálculo do DSR sobre variáveis (horas extras, adicional noturno, etc).
Atualmente a imensa maioria das folhas de pagamento são informatizadas, o que requer que usuário de tais softwares tenha bom domínio de informática e de cálculo manual da folha, pois isto é útil, para realizar as conferências e explicar os contra-cheques aos empregados.

Quando se opta por uma folha de pagamento informatizada, inúmeras vantagens passam a ocorrer representando agilidade e menor número de erros pelo usuário.

Algumas delas são:

- Cálculo automático de todos Proventos e Descontos, além dos encargos, não só da folha de pagamento, 13º salário, como de férias e rescisões de contratos de trabalho, bem como geração e impressão de guias, avisos e recibos de férias, rescisões e de salários;
- Lançamento em uma única vez de eventos fixos que passam a automáticamente se repetirem a cada mês, não mais precisando o usuário digitá-los;
- Integração com outros softwares da empresa e de outras áreas como a contábil, financeira, comercial, demais subsistemas de RH, etc, reduzindo trabalhos de todos;
- Integração com softwares de registro de ponto eletrônico, recebendo a importação dos mesmos sem a necessidade de digitação;
- Monitoramento automático das escalas de férias, permitindo um melhor controle das mesmas para evitar a dobra destas;
- Automatização de todos os documentos admissionais, entre eles contratos de trabalho e fichas de registro de empregados findando digitações paralelas, pois, os sistemas de folhas de pagamento possuem contratos e fichas próprias que aproveitam os dados nela cadastrados;
- Inúmeros tipos de relatórios informatizados de controles e custos, gerados de modo seguro e rápido;
- Monitoramento de afastamentos por licença maternidade, auxílio doença, acidente do trabalho, etc;
- Elaboração antecipada de rotinas anuais como RAIS e DIRF para entrega nos devidos prazos;
- Controles de recebimento e entrega de Vales Transportes de modo informatizado;
- Geração automática de CAGED e GFIP (SEFIP) integrando-se com tais programas do Minstério do Trabalho e da Caixa Econômica Federal;

- Geração automática de um arquivo bancário para pagamento das remunerações em qualquer banco;
- Possibilidade de back-ups de todas as operações evitando perdas.

Para operar um software de folha de pagamento com eficácia, deve o usuário ter um bom domínio sobre todos os tipos de cálculos manuais e demais tarefas de departamento pessoal, além, de legislação trabalhista e previdenciária e receber um treinamento completo, quem já possue experiência em outros softwares de folha de pagamento ao trocar de emprego para uma empresa que possua outro tipo, se possível deve passar por um treinamento básico, mas nada impede que se consiga rodar a folha sem tal, desde que o usuário domine bem as lógicas de operação de folhas e seja autoditada, fatos estes que já participei.
Existem diversos softwares de folha de pagamento disponíveis no mercado com custos compatíveis ao benefício que geram, os principais deles que já trabalhei por vários anos operando, treinando usuários e parametrizando (gerando as regras dos cálculos de implantação de cada software nas empresas que gerenciava o RH) folhas de pagamentos e que indico sem detrimento a outros que não conheço, são o Rubi desenvolvido pela empresa Senior, o Protheus desenvolvido pela empresa Microsiga e o RM Folha desenvolvido pela RM Sistemas.
O assunto sobre folha de pagamento é bastante amplo, minha idéia aqui é apenas dar uma introdução a ele e a sua forma informatizada sem, porém, esgotar o assunto, que é muito rico.