Mostrando postagens com marcador competência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador competência. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de abril de 2017

A Competência de Liderança na História!

A liderança é uma competência humana para influenciar outras pessoas de modo que estas sigam as ideias, orientações e pedidos feitos por quem possui esta competência, que normalmente é inata, ou seja nasce com a pessoa, mas que também pode ser adquirida segundo alguns estudiosos, a partir de um intenso desenvolvimento humano da pessoa.

Quem possui a liderança como competência inata, já influencia as pessoas ao seu redor desde criança, e mantém isto nas demais fases da vida de um modo natural e algumas vezes até mesmo inconsciente, já aqueles que desenvolvem esta competência, fazem uso da mesma de forma consciente, pois, somente a consciência é que os leva a desenvolvê-la. Pessoas com a competência de liderança inata, mesmo já agindo assim inconscientemente, quando estudam e se aprimoram percebem em si mesmas estes dom, a passam a desenvolver a liderança tanto de forma inconsciente como consciente.

Neste texto, a ideia falarmos sobre a competência de liderança baseada em alguns fatos que história pode nos ensinar de como alguns líderes fizeram o uso desta competência, e ou mesmo líderes incompetentes fizeram o mau uso dela ou sentiram a da falta dela.
 
Júlio César o Grande General Romano com o seu Manto Vermelho
O célebre General Romano Júlio César em 52 a.C. durante a sua conquista na Gália, atual França, ao ver que parte de seu exército tendia a sucumbir ao ataque dos Bárbaros Gauleses em um dos flancos, vestiu o seu famoso Manto Vermelho e saiu do ponto seguro da sua fortaleza e dirigiu-se a um outro grupo de soldados, e ao invés de dizer-lhes ataquem, lhes disse sigam-me para o campo de batalha para reforçar a linha de frente.


Esta sua notável ação demonstrou a sua competência de liderança como um fator inspirador da coragem e da motivação para aquele grupo de soldados, mobilizando a assim a energia e foco dos mesmos para o combate. Já no campo de batalha, Júlio César partiu para o combate corpo a corpo com os Bárbaros Gauleses, demonstrando aos seus soldados que o seu líder estava e pelejava juntamente com eles, sendo reconhecido entre a multidão soldados romanos e inimigos bárbaros que se digladiavam, pelo seu Manto vermelho, o qual estrategicamente usava para se identificar frente aos seus milhares de comandados.

O resultado não poderia ser outro, a vitória de Júlio César frente aos seus inimigos Bárbaros Gauleses, que tinham 1/4 de homens a mais, mas não detinham a mesma organização romana.

Isto nos demonstra que um verdadeiro líder não apenas delega, mas também faz junto com a equipe quando necessário, assim, o líder deve apoiar e guiar a sua equipe em situações de crise, não ficando enclausurado em sua sala ou mesma apenas despachando ordens. Quando o líder, atua com sua equipe ele inevitavelmente, traz para ela uma energia positiva pelo seu exemplo de garra ao pegar junto na solução de um grande problema.

Também a história nos demonstra que o líder deve ser identificado por toda a sua equipe, conhecido por ela, por maior que seja, pois, somente assim, a sua liderança se espalha positivamente entre os seus liderados.

Na ciências militares estudadas por alguns dos exércitos atuais do mundo, em situações de guerra quando estes conquistam um território inimigo usam como tática a de minar qualquer foco de resistência, por menor que este seja. A linha deste pensamento reside que a resistência de hoje, jamais será uma fiel aliada de amanhã, e por isto deve minada. Além disto, esta doutrina militar de alguns países, também entende que a resistência pequena de hoje, toma volume com o tempo, e cresce podendo ser a grade resistência de amanhã.

Na história militar antiga em 9 d.C. temos exemplos disto, quando no Império Romano, o jovem príncipe bárbaro germânico Armínio foi aceito como comandante auxiliar nas fileiras do exército romano, aparentemente se tornando um cidadão romano que renunciava o seu povo, porém, Hermínio, usou disto para atrair três legiões romanas para serem dizimadas na chamada Floresta de Teutoburgo, a conhecida Floresta da Morte na Germânia, fato este que brecou o avanço romana pela Alemanha à fora.  As três legiões romanas foram atacadas de emboscada, num terreno desfavorável onde ficaram confinadas numa trilha dentro de uma floresta e impossibilitadas de usar as táticas romanas de combate com êxito.

Armínio, não foi um traidor nem de Roma nem de seu povo, pois, estando nas fileiras romanas as quais serviu com tanto comprometimento que até ganhou cidadania romana, presenciou a mão de ferro e crueldade com que o Império Romano tratava sobre os povos dominados.

Nesta mesma história temos o General Varo, que era absolutamente incompetente, inexperiente e petulante, incompetência esta que lhe levava a não aceitar conselhos ou ideias de quaisquer dos seus pares ou comandados. Isto na prática ocorre, quando alguns líderes são tão incompetentes e petulantes, que sequer assim se percebem, e se fecham para sequer ouvir mesmo sem aceitar conselhos e ideias e tão vaidosos, que a petulância chega a ser inconsciente, líderes assim, fulminam talentos e arruínam equipes e foi exatamente o que o General Varo fez, pois, suas ignorou conselhos de seus pares sobre a possível traição de Hermínio, e ainda levou três das melhores das legiões romanas para a morte, mesmo elas sendo compostas pelos mais experientes e habilidosos soldados romanos da época. Estas legiões eram vistas, inclusive, como a joia de ouro do Imperador Romano Augusto na época, mas não toda a habilidade e experiência de liderados, pode ser esmagada por um líder incompetente, e assim, foi por causa do General Varo.

Na realidade, quando um líder assume um posto, inevitavelmente cedo ou tarde sofrerá resistências em menor ou maior grau, sendo isto um processo normal. Assim, a exemplo da tática militar deve-se minar as resistências, mas de forma oposto à história citada, a arma não pode ser a dominação, mas sim a conscientização, certamente os Romanos tivessem tratado os povos dominados desta forma, o próprio Hermínio não teria se rebelado, mas se agregado de coração ao pensamento romano.
Mahatma Gandhi o Grande Líder pela Independência da Índia

Mahatma Gandhi, ficou mundialmente conhecido ao liderar o movimento pela independência da Índia diante do Reino Unido, através do princípio da não agressão e muito contribuiu para o alcance desta causa, mobilizando seu povo pelo seu exemplo e pela sua forma de protestar pacífica, ganhando mais adeptos. Gandhi entendia que retiros espirituais, passeatas e jejuns, por serem forma pacíficas de protesto obteriam maior reconhecimento, e assim, foi, tanto é que até os dias de hoje Gandhi é respeitado como um grande líder mundial.

Com sua grande paz e sabedoria Gandhi, pacificava conflitos entre as comunidades das religiões Hindu e Muçulmana da Índia antes da sua independência, dizem que apenas a presença do grande Gandhi já acalmava os ânimos de ambas comunidades com as quais ele tinha grande influência.

Isto demonstra que na história, o grande líder deve saber lidar com diferentes culturas, religiões, posicionamentos e diversidades e conquistar o respeito frente aos adeptos delas através de uma influência positiva e imparcial. Esta circunstância permite que o líder possa administrar e até prevenir conflitos, e era isto exatamente o que Gandhi fazia com adeptos de duas comunidades tão distintas, permitindo que seu povo vivesse de um modo menos hostil.

O grande sonho de Gandhi, o da independência da Índia foi conquistado em 1947, mas contrário a sua proposta conciliadora e unificada de um povo, pois, desta independência a Índia foi dividida em dois Estados, um Hindu que é a própria Índia de hoje e outro Muçulmano que é o Paquistão atual.

Aqui a história comprova que a divisão por diversidades não é o caminho adequado, mas sim a união e respeito as diferenças, tanto é que até os dias de hoje a Índia e o Paquistão são grandes inimigos, pois, deixaram de ser um único país com suas diferenças administradas por um verdadeiro líder, para serem dois países isolados e cujas diferenças apenas aumentam cada vez mais. Ambas nações hoje, são grandes rivais que já travaram três guerras e vivem em constante conflito e disputa pela Região da Caxemira, fato que este que levou ambos a uma corrida armamentista que tornou os dois países em potências nucleares.

Tivessem os princípios de Gandhi sido respeitados, e suas ideias e ideais disseminados certamente teríamos um único país que viveria em diálogo. Da mesma forma um líder jamais deve permitir e muito menos patrocinar a divisão da sua equipe, pois, a desarmonia só tende a crescer e os resultados que outrora podiam ser conjuntos passam a ser divididos. Infelizmente a realidade demonstra que alguns falsos líderes não tem a capacidade de unificar as suas equipes e muito menos de influenciá-las para administrar os conflitos entre as mesmas de uma forma respeitosa, imparcial e munida de bom senso.
Winston Churchill o Grande Estadista e Visionário Britânico

O grande Estadista, Winston Churchill, quando era o primeiro-ministro do Reino Unido em 1940, virou um símbolo da luta pela liberdade não apenas em seu país, mas também no mundo, ao proclamar a resistência britânica contra os intensos bombardeios nazistas da Alemanha de Adolf Hitler, energizando o patriotismo do povo britânico com suas palavras de que o Reino Unido era a grande barreira para que Hitler conquistasse o mundo, e que a resistência inglesa era a chave para a vitória da Europa inteira.

Churchill, como grande líder, conseguiu bem com suas palavras fortes e otimistas mobilizar o povo britânico para suportar os fortes bombardeios alemães em diversas cidades do Reino Unido, inclusive, em Londres. As bombas alemãs abalavam estruturas físicas de prédios, mas eram inabaláveis as estruturas mentais do povo inglês pelas palavras de seu grande líder. Esta liderança mobilizadora manteve o Reino Unido vivo na luta contra a Alemanha Nazista, que literalmente devastava a todos os países da sua volta, mas contra o Reino Unido não conseguiu tal proeza. A Europa quase que inteira sucumbia aos pés de Hitler, mas o Reino Unido insistia sem se manter vivo, e desta sobrevivência se gerou o caminho para a virada e posterior vitória dos aliados na Segunda Grande Guerra Mundial.

A história novamente comprova que as palavras sábias e bem produzidas e divulgadas por um líder, mobilizam liderados, mesmo nos momentos mais difíceis, assim, como se ao inverso for, os levam para um fracasso coletivo.

A competência de liderança também pode ser usada para o mal, e Adolf Hitler é maior exemplo mundial disto, pois, Hitler se tratava de um homem enfático, firme e persuasivo, que assim tinha uma alta capacidade de influenciar as pessoas, tanto é que possuía diversos e fiéis seguidores, mas usava a sua competência de liderança apenas para o mal.

Nesta linha, sendo a liderança uma competência, e que pode ser tanto inata, como adquirida, ela pode tanto ser usada para o bem como para o mau, e que em ambas situações as pessoas que fazem uso da liderança tem a mesma como competência, o que diferencia é a forma como mobilizam esta competência, portanto, pessoas de boa índole quando líderes lideram para o bem e pessoas de má índole quando líderes lideram para o mau. Em resumo, o uso da competência da liderança, tanto para o bem, como para o mau, depende da índole de cada um que a possui ou adquire.

Lembro que possuir liderança é quando nascemos com esta competência, que adquirir ela é quando nos desenvolvemos para atingi-la a partir da participação de programas de desenvolvimento humano como coaching, avaliações psicológicas, avaliações de potencial e outras estratégias de desenvolvimento de RH.
 
O simples fato de alguém atingir um cargo formal de liderança, não significa que ela vá verdadeiramente exercer o seu papel, se não possui ou adquirir a competência da liderança, da mesma forma que alguém que não detenha um cargo formal de liderança, também não ficará impedido de exercê-la se tiver tal competência ou adquiri-la. Existem muitos chefes, que por não terem competências de liderança são maus líderes, assim, como líderes informais, que mesmo sem cargos de chefia influenciam a muitos da sua volta.

domingo, 26 de março de 2017

A Liderança como Competência!

Algumas pessoas sugerem que para se ter liderança basta aprofundar os seus estudos sobre o tema e outras acham que a liderança é apenas algo nato de cada indivíduo. Mas o grande diferencial é que a liderança é uma competência e sendo uma competência somente tem sentido se for mobilizada.
Assim, a competência liderança não se desenvolve apenas intelectualmente através de um curso de formação ou pela leitura atenta de bons livros sobre o assunto. Mas a liderança é bem mais do que isto por ser uma competência, é prática e com isto exige movimentos do profissional que a detém, ou seja, é uma competência que para existir precisa verdadeiramente e ser exercida no cotidiano.
Esta prática consiste em saber quando e como falar, saber ouvir o outro, ter um bom relacionamento interpessoal com as demais pessoas, ter empatia, ser cooperativo, confiável e conselheiro, pois tudo isto contribui para o alcance da liderança e somente assim o líder consegue influenciar as pessoas, uma vez que, elas reconhecem nele estas qualidades e dignidades. Logo, ter liderança é também uma questão de dignidade e de caráter para se ser um bom líder, pois sem isto, ainda que alguns consigam liderar, são maus líderes, os chamados líderes negativos que lideram os times apenas para a trajetória do mal, como foi a liderança de Adolf Hitler por exemplo.
Liderar é ainda exercer o equilíbrio de se ter um bom relacionamento com as pessoas ao mesmo tempo em que se faz o acompanhamento dos resultados delas em favor da empresa. Por melhor que você se relacione com as pessoas isto isoladamente não significará que você é um bom líder, ainda mais se deixar de lado a busca pelo alcance de bons resultados da equipe, o equilíbrio deste bom relacionamento com o eficaz acompanhamento destas pessoas para os bons resultados é que fará a diferença da sua positiva liderança.
Assim, os melhores pais não são aqueles que deixam seus filhos totalmente livres, ainda que sejam com eles carinhosos, e nem aqueles que sejam rígidos em demasia, nutrindo ou não carinho. Os melhores pais são sim aqueles que fazem tudo isto com equilíbrio, estes últimos sim servem de exemplo de lideranças positivas.

O célebre James Hunter, autor do best-seller americano o Monge e o Executivo, livro de liderança o qual já li e recomendo a todos a leitura, destaca o papel o Líder Servidor, que é aquele que se importa com as pessoas, que faz cobranças e dá feedbacks para elas porque quer o bem delas e da equipe, e não apenas de si próprio. O Líder Servidor não utiliza do seu poder para ordenar "faça o que eu mando", mas sim usa da sua autoridade, fruto da sua influência conquistada sobre o seu liderado para que ele faça o que ele pede.
Enquanto, o poder é passageiro, visto que, ele depende de uma delegação formal, através de um posto de comando, de um poderio econômico ou mesmo da força, a autoridade se bem exercida é vitalícia. Assim, por exemplo, um bom líder pode até perder o poder sobre os seus atuais liderados quando sair do seu posto formal de comando, mas jamais perderá a autoridade sobre eles.
Falando nisto podemos lembrar-nos de uma cena do famoso filme Gladiador, aonde general romano Maximus, mesmo depois de preso pelo seu inimigo e já destituído do seu poder, não hesitou em afirmar com convicção que seus homens lhe seguiriam quando ouvissem a sua voz, tudo isto porque ele tinha autoridade sobre eles. Percebe-se com clareza noutra cena do filme, quando Maximus quando ainda general passa por entre seus homens que estes não apenas o respeitam, mas também o admiram pela sua autoridade, ainda que naquele momento ele detinha em paralelo o poder.
O líder servidor tem autoridade sobre os seus liderados, pois ele os conhece bem, lhes apoia, convive com eles, não fica isolado numa sala distante sem ao menos visitá-los em seus departamentos e os ouve habitualmente, não cria barreiras de contato, compartilha informações e também administra os conflitos, ao invés de apenas evitá-los.
No mesmo filme citado, vemos o general Maximus não apenas liderando a batalha contra os bárbaros germânicos, mas exemplarmente lutando contra eles juntamente com seus soldados-liderados. Logo, o líder luta junto com a sua equipe, trata-se de um trabalho e de uma proteção coletiva, onde todos se apoiam e se protegem, tendo é claro a ética o respeito em primeiro lugar. Enfim, o bom líder dá o exemplo de bom desempenho e coragem para vencer os desafios.
Assim, entendo que a liderança por ser uma competência que pode ser desenvolvida, mesmo em pessoas que com ela não nasceram, desde que se tenha vontade de ser um líder e se esteja conscientizado da forma para isto, mobilizando ainda a mesma. Também entendo que alguns indivíduos são privilegiados e já nascem com instinto de líderes, mas a diferença reside em que estes apenas tendem a alcançar a liderança de uma forma menos complexa que os demais, mas que ainda assim, igualmente, também precisam se desenvolver.
Em resumo todos nós seres humanos devemos estar sempre propensos a nos desenvolver continuamente e, em paralelo, mobilizarmos este desenvolvimento pondo-o em constantemente em prática.


OBS: Esta postagem minha também publiquei em 14/04/2015 em: http://www.rh.com.br/Portal/Lideranca/Artigo/9760/a-lideranca-como-competencia.html

terça-feira, 6 de maio de 2014

Inteligência Emocional! Você tem?


Muitas vezes em nossa vida profissional presenciamos diversos casos de profissionais que possuem um profundo conhecimento técnico, mas que ainda assim, progridem na carreira bem menos do que outros profissionais com um conhecimento técnico menos profundo que o deles, em vários casos, inclusive, dentro de uma mesma empresa.

Não raras vezes, presenciamos bons profissionais sendo demitidos ou mesmo pedindo demissão de empresas por situações de conflito ao passo que outros profissionais expostos a condições semelhantes, inclusive, na mesma empresa permanecem.

Presenciamos situações de pessoas que vivem na maioria das empresas em que trabalham uma situação de inferno ambiental, ao passo, que outras vivem numa situação de céu ambiental, muitas vezes na mesma empresa.

Por que será que existem pessoas com um alto índice de rotatividade em empregos anteriores, enquanto outras tem um alto índice de estabilidade profissional.

A solução para estas questões é desenvolver em si próprio uma competência chave, a competência chamada de inteligência emocional, que muito embora, não seja sempre em sua falta a única culpada para os casos dos fracassos acima citados, é com certeza a maior promissora para os casos de sucesso que eu relatei antes.

Imagem plus.google.com
Nós como indivíduos nem sempre nascemos com esta competência, mas certamente temos que desenvolver a mesma ao longo da nossa vida pessoal e profissional, inclusive quem com ela nasce, pois, ela ao ser desenvolvida nos traz tanto benefícios pessoais como profissionais. Para isto, precisamos ter um profundo conhecimento e uma boa relação intrapessoal, ou seja, nos autoconhecermos bem sabendo nossos pontos fortes e fracos, nossas qualidades e defeitos, o que nos motiva ou desmotiva, o que nós acalma ou nos provoca, o que nos faz felizes ou tristes, quais nossos conhecimentos, quais nosso objetivos, o que queremos e não queremos e o por quê, enfim quem realmente somos.
A relação intrapessoal pressupõe ainda nos darmos bem com nós mesmos, ou seja, termos uma autoestima adequada, pois, se nem nós gostarmos de nós mesmos quem gostará? Como faremos o outro feliz, se somos infelizes? Como ajudaremos as pessoas a melhorar se não ajudamos a nós mesmos?

Uma boa relação interpessoal também é necessária, para isto devemos conhecer ao outro, entender como as outras pessoas pensam, como e porque agem assim, o que lhes agradam e o que lhes desagradam, enfim, para desenvolvermos esta relação, precisamos ter a empatia sempre presente em nossas vidas, ou seja, sempre nos colocarmos no lugar do outro, pois, isto tende a nos permitir entender como eles se sentem, o que pensam e por quê, além de observarmos e refletirmos sobre os seus comportamentos e  percepções. Além disto, isto tende a nos tornar pessoas mais justas, menos conflituosas e a permitir com venhamos a trabalhar melhor em equipe.

A inteligência emocional é um tipo de inteligência que nos permite agir controlando nossas emoções e até mesmo as emoções dos outros a partir do bom desempenho de nossas relações intrapessoais e interpessoais. Ela nos permite sempre pensarmos antes de agirmos.

Quando você se autoconhece e conhece ao outro, sabe de antemão o melhor momento e forma para falar algo, e da mesma forma quando é melhor ficar quieto ou esperar para falar depois, evitando a situação de conflito.

Quando possuímos inteligência emocional, sabemos prevenir os conflitos e mesmo naqueles inevitáveis sabemos como melhor lidar com os mesmos. Ter inteligência emocional é buscar jamais responder algo na emoção, é sempre controlar a mesma, ainda que por acaso venhamos a precisar de um tempo para nos acalmar, é onde se aplica o velho ditado “deixar a poeira baixar”, pois, junto com o problema, as emoções, tanto nossas como da outra parte baixam. É um exercício de paciência, reflexão e vigilância constante das nossas emoções de modo a estarmos sempre atentos a como e quando agirmos.

A inteligência emocional permite com que tenhamos uma percepção mais clara da realidade, pois, ela controla as nossas emoções como barreiras de comunicação, permitindo com que tenhamos respostas mais adequadas para cada situação, além de nos ajudar a termos menos conflitos em nossas relações. Ela nos permite trabalhar em equipe, lidar bem com diferentes tipos de pessoas, chefias, pares, subordinados, empresas, clientes e situações, tanto na vida empresarial, como na vida pessoal, inclusive, no ambiente social e familiar. Enfim, ela faz com que a razão sempre prevaleça sobre a emoção.

A inteligência emocional se trata de uma das competências mais complexas de serem desenvolvidas, e requer principalmente predisposição nossa a mudar compreendendo nossas falhas e aprimorando nossas qualidades. É uma competência que precisa ser continuamente melhorada, pois, sempre estamos aprendendo e evoluindo, dentro de um mundo cada vez mais exigente.

Ter inteligência emocional ainda requer saber dar e receber feedbacks, ou seja, de falar e ouvir com transparência, saber apresentar críticas de modo indireto, educado e com bom senso, e recebê-las de forma adequada, ainda que não sigam esta mesma premissa em certos casos.

E como toda a competência, a inteligência emocional precisa ser mobilizada, isto é posta em prática, portanto, de nada adianta termos uma competência se não fizermos uso dela, ou mesmo não sabermos como usá-la. Assim, o caminho é sempre praticá-la, prevenindo situações de conflito e administrando as situações em que seja inevitável que ele ocorra.

Por a inteligência emocional em prática, é sempre agir com paciência, empatia e bom senso, controlando sempre nossas emoções e até a dos outros, outra recompensa que teremos além de uma vida menos conflituosa, é de que tendemos a ter avanços em nossa carreira profissional, podendo até ocupar postos de liderança, pois, esta competência é indispensável nestas posições.

domingo, 9 de dezembro de 2012

A Grande Competência de Liderança de Jesus Cristo

O segundo domingo do mês de dezembro de cada ano é reservado para a data magna de celebração do Dia da Bíblia, o livro mais lido e vendido em todo o mundo. É um dia muito especial que objetiva estimular e valorizar a leitura deste livro sagrado e no Brasil, inclusive, é fruto da Lei Federal nº 10.335/11.

Em homenagem a este importante dia nacional, estou fazendo esta postagem da liderança de alguém chamado de Jesus Cristo, tido pela religião cristã como o filho de Deus, no entanto, respeitado por todas religiões, pois, independente de credo, é indiscutível que a história dele nos deixou muitos ensinamentos.
A seguir aqui trago à tona uma das várias contribuições do exemplo deixado pelo legado de Jesus Cristo para a nossa vida profissional e para a gestão das empresas no que se refere à competência liderança e apresento a seguir um breve histórico de um dos capítulos do meu trabalho de conclusão de curso no meu MBA em gestão de pessoas pela FGV.

A história de Jesus Cristo como o principal dos líderes mundiais não precisa ter cunho religioso ou espiritual para ser refletida, pois não requer apenas crença, mas somente a compreensão de sua forma de liderar sobre as suas ações naturais em sua vida.
Segundo Daniel Godri (2011), Jesus Cristo teria recebido uma complexa e importante missão e a cumpriu plenamente com total comprometimento. O comprometimento é vital para todos os colaboradores que recebem uma missão.

O próprio tempo presente demonstra que a liderança de Jesus Cristo foi extremamente forte ao ponto de que mesmo há mais 2.000 anos após sua vida nesta terra ter este ainda bilhões de seguidores em todo o planeta.
Contudo, para Jesus Cristo cumpri-la precisou usar de toda a sua alta capacidade de liderança selecionando, formando e desenvolvendo uma equipe de doze apóstolos que eram pessoas com comportamentos distintos entre si e com talentos limitados por suas humildes vivências. Assim, ele nos traz exemplos de como formarmos equipes com pessoas diferentes, tanto de culturas, como de comportamentos.

Jesus Cristo para isto como líder, usou de toda a sua capacidade de educar e aprimorar seus seguidores transformando o que estes homens selecionados por ele tinham de bom em algo cada vez melhor e conseguindo numa mesma equipe harmonizar a convivência entre ex-cobradores de impostos outrora, odiados na sociedade daquela época, com pescadores do povo subjugado. Logo, ele sabia como conjugar a convivência de pessoas distintas, administrar e prevenir conflitos.

A sua alta capacidade de liderança fazia com que os seus seguidores se sentissem amados, seu poder de influência era tamanho ao ponto de que sequer eram remunerados para o seguirem, mas muito pelo contrário, o faziam por conta e abandonando suas profissões. Assim, a liderança dele se primava pela admiração e não pela imposição.
A liderança pelo exemploera praticada por Jesus Cristo em sua forma reta e autêntica de agir e de pensar, mesmo numa época onde a tirania prevalecia e as idéias divergentes eram suprimidas com ferozes perseguições.

Jesus Cristo como grande líder, acompanhava seus seguidores in loco, ía na linha de frente, assumindo os riscos de suas decisões e sempre dirigindo os caminhos de todos com alta diplomacia e dedicação. Assim, Jesus Cristo, demonstrou que ao líder cabe guiar com segurança e democracia a sua equipe, ninguém era obrigado a segui-lo ou respeitá-lo, mas conscientizado por ele disto.

O fator motivacional de Jesus Cristo em liderar, era tão forte que inspirou seus seguidores a se manterem firmes na conclusão do propósito pactuado de mudar o mundo através da fé, mesmo após a sua partida, cumprindo rigorosamente bem o seu legado. Como líder Jesus animava sua equipe, não a deixando se desmotivar.
Seu poder de argumentação e de convencimento em sua forma de liderar foram tão grandes que mesmo após sua ida os seus seguidores continuaram propagando a missão que lhes deixara por todo o mundo antigo e resistindo a grandes e até desumanas perseguições religiosas e políticas.

A história de Jesus Cristo não foi por ele escrita, mas pelos seus seguidores, tamanha foi a sua influência como líder sobre estes e que nunca era imposta, mas sim proposta dando a todos o direito de aceitá-la ou não e mesmo assim, esta se propagou.
Jesus Cristo com sua competência de liderança plena e tinha um tratamento específico para alcançar seguidores humildes, ricos, pobres, cidadãos de bem ou não, homens ou mulheres, civis ou militares, estrangeiros ou não, pois Jesus Cristo era único e imparcial. Ele como líder verdadeiro sabia lidar com cada situação e com cada tipo de pessoa em sua equipe ou fora dela.

Apesar de sua alta liderança, Jesus Cristo mantinha a humildade no trato com seus seguidores ao ponto de lavar os pés dos mesmos que naquela época já era sinônimo humildade e até de humilhação, fato este que os deixava ainda mais fidelizados e admirados por ele com mestre.  Jesus Cristo, assim, jamais deixou com que o seu poder subisse para a sua mente, prezando sempre pela igualdade.
Jesus Cristo não só propagou como praticou a liderança servidora, foi autêntico e sempre liderou e ao mesmo tempo sempre também serviu aos seus seguidores. Ele mostrou assim, que ao líder cabe também colaborar com sua equipe.

Enfim, Jesus Cristo fez uso de todas as características presentes em um verdadeiro líder e segundo o Daniel Godri foi o melhor e principal líder mundial de todos os tempos e em apenas três anos formou uma equipe extraordinária que mudou o mundo.